Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 14/01/2021

Em seu texto “Gaiola e asas” Rubem Alves compara instituições escolares que são como prisões para os estudantes, no qual impossibilitam o aprendizado adequado, e escolas que agem de forma libertadora, que proporciona ao aluno coragem e estimulo. Paralelamente a analogia, institutos educacionais que procedem como gaiolas contribuem para a evasão escolar presente no país. Isso ocorre, principalmente, pelo modelo de ensino atual que desestimula os aprendizes brasileiros bem como a negligência do Estado em relação a educação nas áreas de maior vulnerabilidade.

Em primeiro plano, pode-se destacar a relação de ensino vertical, predominante nas instituições educacionais do país, baseada na hierarquização entre estudantes e e educadores, na qual a construção de conhecimento mútuo não é presente. Essa lógica pode ser comprovada na música “Ensino errado” do Gabriel, o Pensador, onde o aprendizado é passado de forma passiva: decorar, copiar, memorizar e não aprender o conteúdo realmente. Nesse sentido, há ausência do diálogo e da motivação por parte das escolas e docentes aos alunos. Dessa forma, o modelo atual de ensino, no qual os aprendizes apenas aceitam, se acomodam e obedecem seus superiores na hierarquia, comtribuem para o desestímulo e consequentemente para a desistência aos estudos.

Outrossim, é imperativo pontuar que as menores quantidades de insumos para a educação são destinados, pelo Estado, para as regiões socialmente e economicamente vulneráveis. De acordo, como é demonstrado, por exemplo, no documentário “Pro dia nascer feliz” produzido por João Jardim, em que determinada escola pública situada no interior de Pernanbuco, a ausência de verda fazia com que os estudantes não comparecessem as aulas, por vários dias, pelo impasse com o transporte escolar e pela falta de professores. Deste modo, a ineficácia de políticas públicas que priorizem as áreas de extrema vulnerabilidade para melhoria desses institutos educacionais, pode provocar a evasão escolar bem como a ingressão dos jovens ao mercado de trabalho precocemente.

Portanto, para que as escolas atuem mais como “asas”, a temática sobre evasão escolar, no país, carece de soluções. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação instalar um novo método educacional, tanto em âmbito escolar público e particular, por meio de cursos instrucionais gratuitos aos docentes, para que eles priorizem o dialógo e a troca de conhecimentos, com a finalidade de que os estudantes sejam mais incentivados e incorajados a aprender. Além disso, o Governo Federal deve implimentar leis públicas que aumente o orçamento estudantil para as regiões de maiores instabilidades socioêconomicas, a fim de garantir instituições escolares de melhores qualidades. Dessa forma, a crescente diminuição da desistência aos estudos acontecerá no Brasil.