Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 13/01/2021
O educador brasileiro Paulo Freire proferiu a seguinte sentença: “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.” Tal oração expressa de forma veemente - principalmente por ser proferida por um dos maiores educadores do pais - a importância da educação para a pátria. Entretanto, devido a realidade brasileira somada com outros vetores, encontra-se um dos graves problemas do Brasil: a evasão escolar. Assim sendo, faz-se relevante abordar o contexto no qual as pessoas que evadem das escolas vivem, bem como as consequências desse ato.
Em primeira análise, é essencial citar um estudo produzido pelo Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que expõe o seguinte dado: 43% dos estudantes que deixam de frequentar o ambiente educativo são de classe baixa. Diante disso, já é possível fazer algumas conclusões sobre quais os motivos que trazem esse resultado. Em primeiro lugar está a necessidade de colaborar com as despesas familiares desde cedo, o que obriga os jovens a procurarem emprego ao invés de um estudo qualificado. Somado a isso, outro fator importantíssimo que contribui para esse cenário é ecossistema que esses estudantes estão inseridos, geralmente locais com má qualidade de vida e rodeado de pessoas sem um elevado grau de ensino. A fim de comprovar o que foi dito, deve-se analisar o raciocínio do sociólogo Émile Durkheim que diz: “O indivíduo é moldado e coagido pelo ecossistema em que vive”. Ademais, outras causas que corroboram com a fuga são: acesso limitado - transporte, internet e vagas -, gravidez, dificuldade de aprendizado e necessidades especiais.
Em segunda análise, torna-se primordial discorrer sobre as decorrências advindas de tal atitude. De imediato, pode-se mencionar a alta taxa de cidadãos que desistiram da aprendizagem e ingressaram na vida criminosa, fato que comprova a ideia do filósofo Pitágoras: “Educai as crianças e não será preciso punir os homens”. Em adição à isso, é adequado citar o mercado de trabalho, já que, por resultado da não qualificação educacional, esses habitantes receberão salários inferiores em comparação com os seres mais capacitados.
Frente ao exposto, evidencia-se a imprescindibilidade de uma conscientização coletiva sobre a relevância do ensino. Sendo assim, é dever do governo federal por intermédio de projetos sociais e propagandas, demonstrar o quão agregador é a educação na vida da nação, haja vista que por meio dela é que portas irão abrir para as multidões e dessa maneirar melhorar a realidade da população, evitando suas consequêncas e, trazendo assim, na maioria das vezes, uma melhoria coletiva, ou seja, para toda a família e não apenas um ser. Desse modo, é inevitável fazer uma alusão a Nelson Mandela quando ele diz que: “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo.”