Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 16/01/2021
Muito se tem discutido, recentemente, sobre a evasão escolar, um problema que cresce a cada dia. De acordo com o poeta Carlos Drummond de Andrade, ‘‘a educação visa melhorar a natureza do homem o que nem sempre é aceito pelo interessado’’. Desse modo, a única maneira de reverter essa problemática do desinteresse é com estímulos adequados e uma infraestrutura que abranja a realidade de todos os estudantes.
Em primeira análise, é importante destacar que nem todo estudante se sente qualificado para as aulas que tem em suas grades curriculares, muitas das vezes, acham pouco úteis fora do âmbito escolar. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), as escolas não conseguem mais atrair jovens e os números de matrículas caíram na última década. Sendo assim, fica evidente o quanto a falta de estimulo familiar e social é grande, visto que vivemos em uma sociedade imediatista, na qual, a informação é absorvida e descartada rapidamente sem muito interesse á longo prazo.
Outrossim, é valido salientar que o Plano Nacional de Educação (PNE), visa uma educação inclusiva e o aumento da taxa de escolaridade média dos brasileiros.Contudo, a falta de infraestrutura escolar gera frustação e desinteresse nos alunos, pois, desde cedo, são bombardeados de informações e não recebem o básico como água potável, livros ou até mesmo acesso a internet, de acordo com o portal de notícias (G1). Ainda, sobre a mesma perspectiva, o trabalho precoce é um dos principais problemas para o abandono escolar, pois, a maior parte dos jovens não conciliam ambas áreas de suas vida e, com isso, o abandono é recorrente.
Infere-se, portanto, que a evasão escolar é fruto de uma desigualdade, na qual, quanto maior renda familiar maior o grau de escolaridade de um indivíduo. Por mais que, que se tenha um plano nacional que visa e inclusão, os jovens continuam sendo negligenciados, diariamente, por falta de políticas públicas que assegurem seus direitos e sua permanência nas escolas. Assim, Cabe ao Estado, por meio do Ministério da Educação, inserir, em todas as escolas, feiras de profissões junto a aulas com Coaching especializado em desenvolvimento ao jovem, com o intuito de incentivá-los durante esse período, mostrando a relevância da vida acadêmica para sua vida, seja ela social, escolar ou profissional com presença obrigatória familiar, para que, assim, tenham estímulos adequados, de seus próprios familiares.