Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 15/01/2021

A Costituição Federal Brasileira, promulgada em 1988, prevê, em suas máximas, o direito pleno á educação. Hodiernamente, entre em voga o debate acerca da evasão escolar, visto que são crescentes os números de crianças e adolescentes afastados do âmbito escolar. Tal cenário é fruto tanto de uma intesa desigualdade social, como também de uma má qualidade educacional promovida pelas escolas. Logo, medidas são fundamentais para conter o avanço da problemática.

Sob essa ótica, deve-se analisar, primeiramente, que o cenário ecônomico do Brasil, marcado pela desigualdade, instiga a ampliação do problema. Karl Marx, em sua obra “Ética a Nicômaco”, pronuncia que a carência humana culmina em mazelas sociais; tal perspetiva manifasta-se na sociedade brasileira, visto que é alarmante o percentual de jovens carentes financeiramente - cerca de 60% das crianças e adolescentes do Brasil, segundo a revista O Tempo- que, com o intuito de ajudar no sustento familiar, abandonam as escolas por terem de se adequar, antecipadamente, ao mercado de trabalho, e dessa forma, restringem o seu direito e acesso pleno á formação escolar.

Ademais, é importante salientar que, a qualidade precária do ensino promovido pelas escolas brasileiras, contribui para a evasão escolar no país. Kant, em suas ideologias, pregava que o ser humano reflete a educação que lhe foi dada. Nessa lógica, a formação educacional dos jovens no Brasil entra em conflito ao enfatizar os recursos discernidos nas escolas, uma vez que são marcados não só pela inconsistência do ensino promovidos por estas - consolidado pela má qualificação de professores e, conjunto a isso, pela negligênciação de matérias que abranja toda diversificação religiosa e social brasileira -, mas também pela precária infraestrutura e pela carência de recursos didáticos condicionados aos alunos. Tais meios são gatilhos para a preferência do abandono escolar, responsável por fim, numa lacuna disciplinar na vida do jovem, uma vez que são as escolas que atuam como ambiente fulcral de ensino na vida de um individuo.

Depreende-se, portanto, medidas que atenuem o avanço dessa problemática. Para isso, cabe ao Estado, por meio de projetos de incentivos á inserção de jovens a redes de ensino, o financiamento de verbas destinados não só as escolas - a fim de torna esses espaços seguros e com infinitos recursos voltados á educação-, mas também auxílios de renda, transporte e alimentação aos jovens economicamente estáveis, com o intuito de evitar que a precaridade econômica seja motivo do afastamento escolar de crianças e adolescentes. Por meio dessas medidas, a evasão no Brasil deixará de ser um problema social, e a premissa divulgada pela Constituição Federal Brasileira será promovida.