Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 15/01/2021

No livro, “O extraordinário”, conta a história de um menino de 10 anos que nasceu com deformidade genética no rosto, e que decide começar a frequentar a escola com o apoio dos pais, porém, é nela que ele irá passar por preconceito e ‘bullying’ e não desistindo de estudar. Na realidade brasileira, a situação se transforma o oposto, o aumento de evasão escolar por crianças e jovens é consequência das opressões. Ainda que esse fator seja uma problemática importante em questão, ela está presente em outras vertentes como gravidez na adolescência e necessidades especiais, as quais merecem atenção por parte das instituições.

Dentre os inúmeros motivos que sucedem uma evasão escolar por parte do aluno, a discriminação cometida por colegas de sala se torna pertinente, algo que se reverte ainda mais grave quando direcionada a um indivíduo portador de alguma doença ou deficiência. De acordo com o Censo Escolar do Ministério da Educação (MEC), só 5% das crianças com deficiência que entram na escola chegam ao ensino médio. Haja vista que essa discriminação desencadeia insegurança e medo, a criança não se sente preparada a lidar com a situação e retornar ao ensino.

Já na perspectiva feminina, o abandono escolar é sobretudo realizado em virtude da gravidez precoce, que ocorre durante os anos de estudo. Segundo uma pesquisa feita pela Fundação Abrinq, 30% das mães adolescentes, com até 19 anos, não concluíram o ensino fundamental, ou seja, estudaram menos de sete anos. Tal preceito acontece devido ao constrangimento que sofreriam ao voltar a estudar, assim elas largam os estudos definitivamente.

Na visão do filósofo Lucius Annaeus Seneca, “A educação exige os maiores cuidados, porque influi sobre toda a vida”, portanto, cabe as instituições de ensino em conjunto com o Ministério da Saúde, oferecerem aos estudantes e as famílias, atendimentos especializados na área da psicologia e da saúde, com o intuito de auxiliar sobre as questões sexuais e comportamentais, assim se desenvolverá uma relação de confiança entre as escolas e os alunos, para quando houver problemas, elas serem notificadas, de modo a reverterem possíveis situações de evasão, direcionando-as a uma qualidade de vida melhor.