Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 15/01/2021
Fuga das escolas
O filósofo Sartre defendeu que cabe aos indivíduos decidir como agir, sendo eles livres e responsáveis. No entanto, percebe-se certa irresponsabilidade vinda de algumas famílias no que tange à evasão escolar. Tal irresponsabilidade pode ser evidenciada no trecho do texto “Os motivos para abandono da escola” publicado pela revista Veja, em 2015, que afirma que a proibição de ir à escola, pelos pais, é uma justificativa frequente para evasão escolar. Isso posto, pode-se salientar como causas desse problema não só a insuficiência legislativa, como também a desigualdade social.
Antes de tudo, vale citar que, em 1948, a ONU (Organização das Nações Unidas) promulgou a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que garante a todos os indivíduos direito à saúde, educação e ao bem-estar social. Contraposto, o número de alunos que abandonaram a escola, cerca de 1,3 milhão, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2017, confirma que essa parcela da população não exerce o direito concedido pela UNO, na prática. Já que, sua educação é precária, consequente do alto índice de evasão escolar. Logo, é evidente uma lacuna, que precisa ser preenchida, na legislação referente à educação.
Ademais, é evidente uma desigualdade social que ronda as desistências nas matrículas de escolas, levando em consideração que, segundo o anteriormente citado texto da revista Veja, as médias de renda familiar dos jovens que terminam e não os estudos, tem diferença de quase 50%, além de as famílias precisarem da ajuda desses jovens no trabalho, o que alavanca ainda mais a evasão, segundo o IBGE. Então, a máxima de Martin Luther King, de que a injustiça em um lugar ameaça a todo justiça, se encaixa nesse contexto. Uma vez que, a falta de escolaridade pode acarretar uma inserção precária no mercado de trabalho, e, consequentemente, uma desigualdade generalizada.
Por fim, considerando os aspectos apresentados, é clara a necessidade de estratégias para reverter a situação. Então, é necessário que o ministério da educação (MEC) orquestre um novo plano de leis, a favor dos jovens que são desfavorecidos pelas suas condições sociais, e direitos com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) por meio de reuniões, debates e palestras, para enfim ser colocado em prática em um novo modelo da constituição. A fim de promover uma melhor qualidade de ensino e vida escolar para os jovens, dessa forma, melhorando a comunicação entre pais, filhos e filhas e a relação dentro do ambiente familiar, além de promover uma melhor expectativa de futuro.