Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 16/01/2021
A evasão escolar se intensificou no período da Revolução Industrial, na qual as efervescentes fábricas e industrias demandavam, dos seus empregados, uma mão de obra contínua e desumana. A partir disso, a população, principalmente os mais jovens, não tinha tempo e disposição a fim de continuar nos estudos acadêmicos. No Brasil, essa problemática vem crescendo desenfreadamente, dessa forma, entende-se que as precárias políticas públicas, bem como a desilusão das pessoas com os impactos dos estudos, apresentam-se como entraves para a resolução do problema.
Em primeira análise, a falta de políticas é a causa principal do imbróglio. Sobre isso, Abraham Lincoln, célebre personalidade política americana, disse, em um dos seus discursos, que a política é serva do povo e não o contrário. Em relação a tal afirmação, é perceptível o descaso dos governantes brasileiros com o alto índice de evasão escolar no Brasil. De acordo com o site “Portaldocorreio”, cerca de 460 mil alunos abandonaram os centros de ensino. Este fato é decorrente de diversas causas, porém, a principal, é a inércia do governo com a infraestrutura escolar, uma vez que, falta elementos básicos em muitas escolas, tal como mesas e cadeiras. A ong “Avante”, criada em 1991, no estado da Bahia, exerce função incoincidente com a do atual governo, desse modo, eles desenvolvem ações com o intuito de incentivar a comunidade local a retomar os estudos em áreas como: mobilização social, controle social, educação e tecnologias.
Ademais, a ilusão da sociedade, principalmente os moradores de favelas, de que o conhecimento não irá impactar a vida deles, é um dos agravantes da temática. O filme “O Protetor 2” mostra um garoto, Miles, que se iludiu com a vida do crime e abandonou a carreira artística que, de certo modo, era o que ele mais amava, garantindo assim, um futuro problemático. Por conseguinte, este crivo é nocivo para esses adolescentes, visto que, aumenta as chances deles serem ludibriados pelos colegas de profissão e, consequentemente, um futuro átras das grades. Dessarte, comprova-se a premência de atividades públicas sociais para apaziguar essa situação.
Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. É dever do Ministério da Cidadania, em parceria com o Ministério da Educação, o desenvolvimento de ações eficazes para contornar essa situação, tal como o aprimoramento da infraestrutura escolar e palestras conscientizadoras sobre a importância dos estudos, por meio de um grande investimento do governo, com o fito de erradicar a evasão escolar no Brasil. Diante disso, é de se esperar um futuro mais harmonioso e utópico.