Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 17/01/2021

Em consonância com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Constituição Federal brasileira, promulgada em 1988, prevê a todo cidadão o pleno direito à educação de qualidade e ao bem-estar social. No Brasil, entretanto, a falta de mobilização do Estado tem colaborado para o crescimento dos índices de evasão escolar em muitas regiões do país, o que revela um cenário alarmante e contraditório a essas prescrições. Nesse sentido, convém analisarmos as principais causas, consequências e possível medida para atenuar tal fenômeno.

Diante desse cenário, cabe destacar a necessidade de muitos indivíduos em compor a renda familiar como um relevante fator relacionado ao abandono escolar. De acordo com a reportagem divulgada pela emissora “Globo”, a maioria dessas pessoas possuem também, um histórico familiar evasão educacional, seja por motivos financeiros, seja por envolvimento com drogas, fatores que revelam a desorganização social como um perigoso agravante. É, pois, inaceitável que, em um país signatário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, ainda existam cidadãos com privações de acesso à educação.

Além disso, a ausência de políticas públicas contribui para o aumento da dessa estatísca. Cerca de 3 a cada 5 adultos não concluíram o ciclo de educação básico no Brasil, esse levantamento é majoritariamente composto pela população preta e parda, conforme pesquisa realizada pelo IBGE em 2020, cenário preocupante, que acentua a desigualdade social, por meio da dificuldade de acesso à educação e qualidade de vida. Lê-se, portanto, como nociva a percepção de que, apesar da garantia constitucional, ainda tenhamos tantos cidadãos compondo os índices de evasão escolar.

Sendo assim, para combater essa lamentavel realidade social brasileira, o governo federal deve promover campanhas de mobilização à favor da prevenção do abandono escolar, fornecendo assistência e suporte de viés social as famílias, acompanhamento psicológico e pedagógico aos alunos, por meio da realização de parcerias público-privadas, com a geração de relatórios de análise individual, reportados trimestralmente ao Ministério da Educação. Espera-se, com isso, aumentar a quantidade de indivíduos a concluir o ensino básico no Brasil, colaborando para a consolidação de uma sociedade menos desigual e fazer cumprir as garantias previstas na Carta Magna.