Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 09/02/2021

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. De maneira análoga à história fictícia, o problema da evasão escolar e a realidade brasileira são fatores que contrariam a fala do filósofo. Assim, é lícito afirmar que a passividade governamental e a omissão familiar contribuem para a perpetuação desse cenário negativo.

É relevante abordar, primeiramente, a passividade governamental como fator que corrobora com a problemática. Isso pode ser verificado através da escassez de políticas públicas que visão ajudar os discentes com baixa renda familiar e, por isso, precisam trabalhar para auxiliar na renda mensal. Além disso, o Governo deve ressaltar para a comunidade a importância da educação básica e superior no mercado de trabalho contemporâneo.

Ademais, é lícito postular a omissão familiar como impulsionadora desse revés. Para entender essa lógica, pode-se mencionar o sociólogo britânico Talcott Parsons, que afirmou que a família é uma máquina que produz personalidades humanas. Uma vez que, a educação é colocada em segundo plano no ambiente familiar e não há incentivo para estudar, ocasionará a evasão escolar.

Portanto, medidas devem ser tomadas para atenuar a problemática supracitada. Para tanto, o Governo Federal - como instância máxima de administração executiva - em conjunto com o Ministério da Economia devem promover um programa de Bolsa Permanência para os alunos em vulnerabilidade social, por meio de uma seleção entre os estudantes, com o objetivo de auxiliar na renda familiar dos que mais precisam, tornando viável os estudos dos beneficiados. Além disso, o Governo Federal deve promover campanhas de conscientização nos veículos midiáticos, a fim de, evidenciar a importância de incentivar os estudos. Dessa forma, se superados esses desafios, a sociedade perfeita retratada por More, estará mais próxima da realidade.