Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 18/02/2021

A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito a educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a evasão escolar nas escolas brasileiras , dificultando ,deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o essa problemática. Nesse sentido, segundo dados divulgados pelo Ministério da Educação em 2020, cerca de 42% das crianças brasileiras nao concluem o ensino fundamental. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a educação deficitária como impulsionadora do problema no Brasil. Na música “Estudo Errado” de Gabriel, o pensador, o rapper critica o método de ensino ultrapassado que não foca na interdisciplinaridade e que aumenta a propabilidade de evasão.  Diante de tal exposto, as crianças fora do ambiente escolar, consequentemente, irá ter uma inserção precária no mercado de trabalho. Logo,  é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que a Sociedade Organizada, por intermédio das redes sociais, pressione os atores públicos e privados, com o objetivo de ampliar programas como o Bolsa Família – a fim de reduzir de forma significativa o numero de evasões escolares. Assim, se consolidará uma sociedade mais igualitária, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.