Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 22/02/2021

A arte musiva, século VI ao XV, é representada por pequenas tesselas, as quais, quando isoladas não apresentam grande significado, no entanto, a união entre elas evidencia relevância e forte notoriedade. De maneira análoga, a evasão escolar na realidade brasileira pode ser vista pela óptica da arte bizantina, pois resultados expressivos ocorrerão por meio da associação entre diversos setores da sociedade, tesselas sociais, desde que ocorra atuações rigorosas de todos os envolvidos de forma harmônica. Nesse sentido, os fatores elementares desse cerne são a falta de atração nas escolas, como também, os problemas sociais decorrentes no Brasil.

Nessa perspectiva, é notório evidenciar que a falta de atrativos nas escolas é um dos fatores desse imbróglio. Dessarte, isso ocorre devido ao sistema arcaico que ainda persiste nas instiituições, com dinâmicas de ensino precária, não favorecendo os alunos, na qual prioriza somente as aulas, tendo em vista que esse método favorece a desistência em massa de alunos. Assim, a filósofa Viviane Mosé, descreve o atual sistema de educação como sendo análogo a uma prisão, na qual a estrutura  física é precária, os sinos e intervalos remetem ao banho de sol e existem relações de poder, por vezes, abusivas. Logo, a realidade educacional brasileira é vista conforme a filósofa, pois a dificuldade dos alunos em permanecer nas escolas, decorre sobre a falta de atração que proporciona.

Indubitavelmente, é válido ressaltar que os problemas sociais é outro fator para tal busílis. De  acordo com o Pontilhismo, que é uma técnica desenvolvida pelo francês Georges Seurat, século XIX, ressalta pontos de cor, formando uma imagem, porém ao se observar de perto, percebe-se lacunas significativas. Nesse viés, conforme a técnica Pontilhista, os problemas sociais, como a violência, desemprego, são uns fatores importantes para a desistência dos alunos, pois a violência aterrorizam as escolas, causando brigas, mortes . Em suma, o desemprego também aumenta o números de desistentes, pois precisam de trabalho para ajudar seus familiares.

Diante disso, nota-se que a evasão escolar é um problema estrutural na sociedade. Portanto, é necessário que a Ministério da Educação, juntamente com a FINEP, Financiadora de Estudos e Projetos, promova projetos para os alunos e cursos para os profissionais realizar métodos que incentivam os alunos a permanecer nas escolas, por meio de aulas interativas, passeios, esportes. Além disso, é inevitável que o Ministério da Justiça, junto com a polícia, investigam os cidadãos que aterrorizam nas escolas, por meio de rondas ostensivas e também é necessário auxiliar as famílias mais  precárias, por meio de auxílios priorizando a permanência nas escolas. Por fim, com efeito social de tais medidas, minimizará a evasão escolar, principalmente com a ajuda de todos os setores como na arte bizantina.