Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 01/03/2021
Segundo Carlos Drummond de Andrade: “A educação visa melhorar a natureza do homem o que nem sempre é aceite pelo interessado”. No entanto, o pensamento defendido pelo autor é negado na realidade brasileira visto que muitos não valorizam ou não acham pertinente ao acesso a educação, o que é comprovado quando se observa que o número de pessoas que frequentam a escola regularmente até o final do ano letivo é menor que o número de matrículas. Logo, há empecilhos que colaboram para o aumento da evasão escolar na realidade brasileira, como a necessidade de trabalhar e a gravidez precoce. Portanto, é necessário analisar as consequências de tal problema no país.
De cordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento no ano de 2013, indicou-se que entre os 100 países com maior Índice de Desenvolvimento Humano, o Brasil apresentava a 3° maior taxa de evasão escolar. Logo, em decorrência da desigualdade social e da pobreza muitas famílias não conseguem manter os filhos nas escolas, pois os mesmo precisam trabalhar para complementar a renda do sustento familiar visto que teoricamente já estão aptos a ingressar no mercado de trabalho, portanto, a dificuldade em conciliar a escola e o emprego faz com que esses alunos abandonem definitivamente o ambiente escolar.
Além disso, outro fator influenciador na evasão escolar é a gravidez precoce. De acordo com o Ministério da Educação, a Organização dos Estados Iberos Americanos e a Faculdade Latino Americana de Ciências, 18,1% das meninas entre 15 e 29 anos indicaram a gravidez precoce como principal motivo para deixar os estudos. Logo, é visto que muitas dessas garotas quando se deparam com a gravidez precoce não contam com o auxílio dos pais e se veem desmotivadas a continuar estudando interrompendo assim o processo de aprendizagem e acaba, portanto, fomentando a desigualdade social pois certamente essas mães terão menos chances de garantir um futuro digno aos filhos.
Portanto, com o objetivo de garantir educação a todos é necessário medidas voltadas para a população de baixa renda. Logo, o Ministério da Educação em parceria com as empresas precisam ampliar as vagas do programa Jovem Aprendiz, que possibilita que o jovem trabalhe e estude ao mesmo tempo, tendo assim uma renda para auxilia-lo sem precisar deixar o ambiente escolar. Além disso, o Ministério da Educação (MEC) em parceria com as escolas devem conscientizar a população sobre os métodos contraceptivos, atráves de palestras explicativas e distribuir camisinhas nos postos de saúde, evitando assim a gravidez precoce. Ademais, o MEC deve investir em campanhas de conscientização nas mídias para que as pessoas intendam a importância da escola na formação educacional e profissional de cada um. Somente assim, o acesso a educação será direcionado a todos.