Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 05/04/2021

Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), todos os indivíduos possuem direito a uma formação escolar de qualidade e gratuita. Entretanto, a realidade brasileira apresenta diferentes entraves que dificultam o cumprimento desse direito na prática, corroborando significativamente para inúmeros problemas, como a evasão escolar. Nesse contexto, fatores como o sucateamento e a desigualdade devem ser analisados.

Diante , é fulcral pontuar sobre a negligência governamental. Nesse panorama, o economista britânico Sir Arthur Lewis explana que, educação nunca poderá ser enxergada como despesa, porque é um investimento com retorno garantido. Sob tal ótica, é indiscutível que, as escolas brasileiras, majoritariamente, encontram-se sucateadas, ausentes de investimentos e caracterizadas pela carência de materiais didáticos, professores e atrativos para o desenvolvimento intelectual e artístico. Logo, a escassez de tais fatores potencializa o abandono escolar, prejudicando os alunos a curto- não formação escolar- e longo prazo- dificuldade de ascensão no mercado de trabalho.

Outrossim, cabe pontuar no que se refere ao disparate social presente. Desse modo, o poeta nordestino Ariano Suassuna reflete sobre a temática articulando que, a injustiça secular dilacera o Brasil em dois países distintos: privilegiados e despossuídos. Nesse ínterim, é indispensável refletir que o fator econômico interfere diretamente na qualidade educativa, pois diversos alunos afastam-se do ambiente escolar por decorrência da urgente necessidade em auxiliar na economia familiar, reflexo da pobreza e desigualdade brasileira. Assim, esse cenário deplorável exige mudanças imediatas que solucionem a problemática.

Portanto, medidas são necessárias para atenuar a evasão escolar. Urge que o Ministério da Economia (ME) realize maiores investimentos nas instituições escolares, por meio da disponibilidade de melhores matérias didáticos (livros, jogos, filmes), fiscalização da necessidade de professores, construção de quadras esportivas, bibliotecas e espaços atrativos, a fim de sanar as necessidades expostas pelos alunos. Ademais, é mister que o ME auxilie economicamente os alunos de maior baixa renda, por intermédio de bolsas escolares, que avaliem o desenvolvimento estudantil, com o fito de evitar a evasão e confortá-los frente a desigualdade. Por certo, os direitos expostos na DUDH seriam cumpridos, independente de fatores econômicos e sociais.