Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 13/04/2021
“A educação é a chave para abrir outros direitos humanos.” Afirmou Katarina Tomasevski, relatora especial da ONU, sobre o direito à educação. Análogo a essa citação, infelizmente, apesar da importância do ensino, no Brasil ainda existe um número muito grande de evasão escolar, cerca de 1,3 milhões de jovens entre 15 e 17 anos abandonam as escolas, segundo o IBGE. Isso acontece em virtude da necessidade de trabalhar de muitos estudantes, como também, a dificuldade de acesso à escola.
Primeiramente, é notório que a situação econômica do país contribui para que muitos indivíduos larguam os colégios por precisão de trabalhar e ajudar as suas familias financeiramente. Nesse sentido, de acordo com o IBGE, o trabalho infantil é uma realidade para cerca de 1,8 milhões de crianças e adoslecentes, dados de 2016, provando como a desigualdade econômica na nação prejudica os jovens e os impede de ter um ensino adequado. Desse modo, é inadmissível que em um governo, no qual a Constituição Federal defende o direito a educação à todos os cidadãos, ainda existam pessoas que abandonam os centros educacionais por motivos de subsistência.
Em segundo plano, outro fator que corrabora para o aumento da evasão escolar é o empecilho de chegar até a escola. Nesse contexto, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente é obrigação do Estado fornecer transporte escolar, tendo em vistas que muitos alunos residem na zona rural ou em local de difícil acesso. Dessa forma, é inaceitável que no Brasil, jovens deixem a escola por dificuldade de locomoção e sejam desassistidos pelas autoridades públicas, essas que deveriam assegurar igualdade a todos os cidadãos.
Portanto, fica clara a necessidade de o Estado tomar medidas para diminuir os índices de evasão escolar. Para tanto, o Ministério da Educação em parceria com os governos estaduais devem criar um auxilio para os estudantes em situação de extrema vulnerabilidade. Isso deve ser feito por meio da destinação de uma parte da verba, tanto federal como estadual, para esse fim. Entretando, os alunos devem possuir frequência nas aulas e boas notas para continuar a receber o benéfico. O objetivo é que esse dinheiro possa ajudar os individuos com trasporte e alimentação, sendo, dessa maneira, possível que os alunos não precisem mais abondonar os colégios e que com isso tenham a chave para abrir a porta de outras oportunidades.