Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 15/04/2021

De acordo, com o escritor paulista Gilberto Dimenstein, há, no Brasil, uma “Cidadania de papel”, isto é, apesar da existência de uma legislação bastante avançada, o que se prevê nela não se concretiza. Tal fato é evidenciado pela evasão escolar, tendo em vista que, apesar de existir no país uma lei educacional, que atribui a todo cidadão brasileiro o direito de estudar, isso não se materializa. Desta forma, é certo que a desigualdade social e a má organização governamental, contribuem para à persistência dessa problemática.

Em primeiro lugar, faz-se necessário analisar que a questão da desigualdade social, no Brasil, faz parte de um processo histórico. Dessa forma, a partir da criação das CLT, o país sofreu um processo de urbanização acelerado, consequentemente, contribuindo para uma má distribuição de áreas e de recursos, para a população mais pobre. Sendo assim, esse fenômeno vem afetando milhares de pessoas, principalmente os jovens de classe baixa, que pelo fato de terem que ajudar em suas casas com os custos diários, não por opção, mas sim por necessidade, acabam optando por deixar a escola. Logo, culminando para o agravamento desse problema.

Além disso, cabe destacar que falta atuação governamental na resolução desse contratempo. Segundo John Locke, o Estado, garantidor dos direitos fundamentais, deve assegurar uma vida confortável à sociedade. Nessa perspectiva, cabe-se destacar que o principal motivo, deve-se ao fato do ambiente escolar não os incentivar de maneira positiva, uma vez que, as estruturas, os recursos e os níveis de aprendizado são de péssima qualidade. Dessa maneira, dificultando a presença dos alunos nas salas de aulas.

Portanto, fica evidente que o problema da evasão escolar, é devido à falta de políticas públicas. Desse modo, cabe ao Ministério da educação proporcionar palestras e campanhas educativas, em escolas e comunidades periféricas, informando-os sobre a valorização da educação e repudiando o ato de fuga a escola, assim como, distribuindo recursos de alta qualidade e também realizando reformas nas estruturas dessas escolas. Para que, assim, torne-se um ambiente mais acolhedor e diminua o número de casos de jovens fora das salas de aula.