Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 28/04/2021

O filósofo Emmanuel Kant afirma que o ser humano é aquilo que a educação faz dele. De maneira direta a isso, se tem a educação brasileira, e sua evasão escolar, considerando que o ser humano é feito da educação, do que seria feia a realidade do esdutande que abre mão da educação? Nesse prisma, é importante ressaltar que é constituída de desigualdade social e o baixo incentivo governamental.

Primeiramente, é premeditado que o direito à educação se encontra dentro da constituição brasileira, e de forma justa é um direito para todos. Em contraponto, alunos que não têm condições de arcar com escolas particulares vão para as públicas, nas quais o ensino é precário com encurtamento de verbas, além de que muitas vezes os estudantes não têm o apoio necessário em casa ou precisam percorrer longas distâncias para irem à escola. A ganhadora do Nobel, Malala, defende a democratização da educação, independente de gênero, etnia ou classe social acredita que todos os jovens devem ter acesso. Dessa forma, a facilidade de se retirar da escola fica mais eminente a partir de uma realidade na qual se existem inúmeras dificuldades para se obter acesso à educação.

Outrossim, é notório, que o sistema de educação das escolas públicas brasileiras se encontram precários. Dessa forma, as barreiras físicas nas quais o estudante teve que passar para chegar até a educação se transformam em econômicas, pois a precariedade e falta de verba das escolas públicas é de responsabilidade governamental, uma vez que a educação é primordial na formação de uma sociedade democratizada. Sendo assim, não há, para aquele jovem, perspectiva e a falta de visão sobre seu futuro impacta em suas decisões que levam ao se direcionar para fora das escolas, onde realmente se atinge o nível de evasão escolar.

Em vista dos fatos supracitados, faz-se necessária a adoção de medidas que venham diminuir a evasão escolar no Brasil. Por conseguinte, cabe ao governo federal junto ao ministério da educação, promover a ampliação das redes escolares, por meio de novas verbas, para as escolas já existentes terem mais condições de receber os alunos e criação de novas em locais de difícil acesso a fim de democratizar a educação. Somente assim, a rede escolar poderá constituir seres humanos que não serão frutos da desigualdade em nenhum âmbito de suas vidas.