Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 11/05/2021
Segundo o artigo 26 da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), ‘‘Todo homem tem direito a instrução’’. Todavia muitos brasileiros têm esse direito indevidamente interrompido, uma vez que altos índices de evasão escolar são apontados diariamente. Desse modo, é necessário debater as principais causas dessa triste conjuntura, relacionando o abandono educacional com a situação financeira das famílias brasileiras e com a falta de interesse na escola.
A princípio, torna-se imperativo destacar que muitos alunos abandonam os estudos para ajudar na renda familiar, substituindo a escola por um emprego. Nesse contexto, cabe ressaltar os ideais disseminados pelo filósofo grego Aristóteles, ao afirmar que ‘‘A educação tem raízes amagas, mas os seus frutos são doces’’. Sob essa perspectiva, um dos melhores frutos da educação é a qualificação profissional e suas raízes devem ser cultivadas adequadamente no ambiente familiar, com respeito ao processo educacional. Neste ínterim, famílias de classes sociais mais baixas devem ter mais apoio estatal para que possam priorizar o ensino das escolas, haja vista que a chance de ascenção financeira é maior a partir da instrução escolar completa. Logo, os núcleos familiares nacionais devem ser acolhidos e conscientizados acerca das vantagens da educação, reduzindo o número de 1,2 milhões de jovens fora da escola, como relata o IBGE.
Ademais, a falta de incentivo das próprias instituições escolares com o interesse de aprendizagem dos estudantes gera diversos casos de evasão escolar. Por analogia, no filme ‘‘Sociedade dos Poetas Mortos’’, o professor John Keating estimula o processo educacional de seus alunos através da leitura de poesias. Fora das telas, conquanto existam professores dedicados à permanência estudantil, o Brasil sofre com a falta de políticas escolares que desenvolveram o interesse e a propriedade dos alunos em relação aos estudos. Portanto, colégios e professores de todo o país devem buscar formas de ensino que assegurem a continuidade da participação dos alunos na ida às aulas.
Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação reduzir os casos de evasão escolar, por meio de um acompanhamento próximo dos alunos, no qual a situação financeira e o desenvolvimento cognitivo seriam analisados de maneira individual, com o fito de garantir soluções eficientes para cada caso pessoal, como bolsas de suportes econômicos e reforços extras para as disciplinas com maiores dificuldades. Assim, o artigo 26 da DUDH será mais respeitadio, visto que mais jovens terão seus processos de instrução concluídos, ampliando o ensino nacional.