Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 12/05/2021
A Revolução Industrial desencadeou diversos processos, entre eles a exploração do trabalho infantil em fábricas com atividades exaustivas e repetitivas. Antes da Revolução, as crianças auxiliavam no trabalho campestre, mas nada relacionado a repetição e automatização. Hodiernamente, assim como no século XVIII, muitas crianças são encontradas trabalhando e consequentemente fora do ambiente escolar, aumentando o índice de evasão. Visto isso, tal problemática decorre não só da negligência governamental como também ao modelo precário de ensino existente.
Em primeira análise, é primordial ressaltar a importância do Poder Público em garantir a educação de qualidade no Brasil. De fato, essa realidade relaciona-se a perspectiva filosófica de São Tomás de Aquino, ao afirmar que os indivíduos de uma sociedade democrática possuem os mesmos direitos e deveres, além da mesma importância perante o Estado. Dessa maneira, tal teoria escolástica distancia-se da realidade brasileira, uma vez que é visível a precariedade educacional vigente, a qual não fornece a estrutura adequada para exercer a plena formação do aluno. Em virtude dos fatos mencionados, a fragilidade estrutural estimula o desinteresse no aprendiz, e por consequência intensifica o índice de miséria e desemprego pela ausência de qualificação exigida no mercado de trabalho.
Sob esse viés, é válido salientar o modelo precário de ensino, o qual é responsável pela evasão escolar no país. Nesse sentido, a construção do conhecimento é edificada a partir da entrada do professor e do aluno em sala. De acordo com a máxima do célebre escritor Paulo Freire " Ensinar não é transferir conhecimento," retrata a magnitude do envolvimento entre o discente e o educador nas atividades diárias educacionais.Em vista disso, a carência desse mecanismo perpetua o modelo defasado de educação no Brasil, já que ainda há uma valorização da transferência sem pensar na potência e aplicabilidade do conteúdo ministrado em sala. Logo, é indispensável desenvolver medidas enérgicas as quais envolvam os aprendizes na esfera da aprendizagem e estimulam a fragmentação atual do paradigma educacional que transforma o aluno como observador dos conhecimentos repassados.
O Estado, como defensor dos direitos da população e do bem-estar social, deve reformular o paradigma educacional vigente, juntamente com o Ministério da Educação, realize reformas em escolas de ensino básico, as quais possam ter a estrutura adequada que assegurem a interação entre o professor e o aluno na transferência do conhecimento, mediante na implementação de laboratórios e salas que desenvolvam atividades lúdicas, com a finalidade de garantir a cidadania em âmbito nacional. Além disso, a iniciativa privada em parceria com o SESI, forneça o amparo tecnológico inovador, como aplicativos contendo jogos educativos. Só assim a ordem e o progresso será de fato, realidade no Brasil