Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 16/05/2021
A Declaração Universal dos Direitos Humanos - promulgada em 1948 pela Organização das Nações Unidas - prevê em seu artigo 26°- o direito à educação a todas as pessoas. Entretanto, no Brasil o cenário da evasão escolar se faz mais presente em nossa realidade. Dessa forma, entende-se que a má qualidade do ensino bem como a necessidade do indivíduo trabalhar para gerar lucros ao núcleo familiar são entraves que impedem os alunos de permanecerem nas escolas.
Em primeiro lugar, a evasão escolar ocorre quando o aluno deixa de efetuar a matrícula no ano subsequente para dar continuidade aos estudos. Um dos fatores que potencializa essa questão é a má qualidade de ensino, muitos alunos se encontram em um nível diferente dos das aulas devido a precarização do ensino. Dessa forma, a falta de conexão das aulas com a vida dos estudantes faz com que eles se sintam distantes dos assuntos abordados. Contribuindo acima de tudo para um menor nível de escolaridade, consequentemente, menores salários e o decrescimento econômico do Brasil.
Na sequência, a existência de muitas famílias em situação de vulnerabilidade econômica faz com que estes discentes visando contribuir financeiramente para o núcleo familiar abandonem as escolas após encontrarem dificuldades em conciliar o emprego com os estudos. De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística dentre os motivos para evasão escolar, 39,1% decorrem da inserção dos alunos no mercado de trabalho.
Portanto, são evidentes os reflexos da evasão escolar para o país. Destarte, é necessário que o Ministério da Educação juntamente com o Governo Federal elabore um plano de reestruturação educacional, modificando a grade curricular, para que as atividades agreguem conhecimento, despertando curiosidade e interesse nos alunos, tornando o ensino mais dinâmico. Também é papel do mesmo ministério fazer maiores investimentos no período noturno, tanto na estrutura das escolas quanto no que desrespeita a flexibilização dos horários para que aqueles alunos que chegam atrasados não sejam prejudicados pela reprovações por faltas. Dessa forma, conforme o filósofo Paulo Freire afirma, a educação mudará as pessoas e as pessoas transformarão o mundo, contribuindo para o progresso econÔmico e bem-estar do Estado e seus cidadãos.
Nelson Mandela, ganhador do prêmio nobel da paz em 1993, afirma que a educação é arma mais poderosa que pode ser usada para mudar o mundo