Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 16/05/2021
De acordo com o filósofo Immanuel Kant, “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”’. Sob essa perspectiva, a evasão escolar vai contra as ideologias de Kant, uma vez que, a mesma é marcada pela baixa frequência do aluno na escola se caracterizando como um abandono escolar. Desse modo, a evasão escolar no Brasil prejudica a educação e consequentemente, o futuro desse indivíduo. Nessa lógica, a lacuna educacional e a falta de investimentos favorecem esse quadro.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a falha na educação como um problema. Por conseguinte, essa omissão educacional resulta na qualidade precária das instituições educacionais e com isso, a ausência do interesse dos estudantes brasileiros, que segundo uma pesquisa realizada pelo data folha em 2020, os alunos entre 6 e 34 anos abandonaram os estudos, o que representa uma taxa de 8,4% de evasão escolar. Nesse sentido, essa conjuntura vai contra o pensamento do filósofo Sir Arthur Lewis, que afirma " Educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido". Desse modo, as instituições de ensino no Brasil infelizmente não são valorizadas.
Ademais, é fundamental apontar a escassez de investimentos como impulsionador da problemática no país. Nesse viés, as organizações governamentais deveriam investir mais no acompanhamento contínuo dos alunos e a sua frequência nas escolas, na infraestrutura das mesmas e principalmente no auxílio dos alunos com situação econômica desfavorável. Contudo, os gastos em educação são cada vez menores, para ilustrar, em 2021 o Ministério da Educação e Cultura (MEC) estimou um corte de R$ 4,2 bilhões na educação. Esse quadro, é um descumprimento do artigo 6° da constituição federal de 1988, que em teoria torna o direito a educação como inerente a todo cidadão brasileiro, entretanto, não é uma realidade vista no Brasil.
Dessa forma, medidas são necessárias para combater esse impasse. Para isso, o Ministério da Educação, por meio de verbas públicas, deve fazer reformas na infraestrutura e pedagogia nas escolas públicas- que serão mais inclusivas e atentas aos alunos com maiores necessidades, além de serem oferecidos auxílio financeiro para os estudantes com dificuldades econômicas supeiores-, a fim de diminuir as taxas de evasão escolar no Brasil. Assim, torna-se possível a construção de uma sociedade permeada pela efetivação dos elementos elencados na Magna Carta.