Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 15/06/2021
No filme " Uma Lição de Vida", é narrado a história emocionante de um queniano que aos 84 anos de idade, pôde ter a oportunidade de ingressar numa escola e aprendeu a ler e a escrever em prol do seu desenvolvimento pessoal. Entretanto, no Brasil, em contraste, se observa em alguns cenários uma outra realidade, a qual não deixa de ser um problema, ou seja, a persistência de casos de evasão escolar. Sob tal ótica, é notório que o possível descompromisso dos responsáveis pela criança, tal como a ineficiência do governo, fortifica a não resolução do impasse instaurado na sociedade. Desse modo, é entendível que a melhor solução é procurar por um equilíbrio, isto é, discutir soluções para reprimir tais ações e, assim, assegurar o bem-estar do público infantil e juvenil.
Nesse contexto, destaca-se que o descopromisso dos responsáveis pelo indivíduo menor de idade configura um crime. Para confirmar isso, o Código Penal, por meio do artigo 246, afirma que ao não matricular a criança ou adolescente e garatir a sua permanência no âmbito escolar, o responsável pode sofrer uma pena de detenção. Com isso, entende-se que quando não ocorre a facilitação para que uma criança, por exemplo, se locomova até a escola e tenha materias para usar no estudo, como consequência, ela tende a se distanciar do desenvolvimento intectual que esse ambiente é capaz de lhe proporcionar. Desse modo, urge uma solução para o problema em questão.
Além disso, analisa-se que a ineficiêcia governamental em ofertar um reforço escolar para atender às necessidades das crianças e adolescente que têm dificuldades em aprender o assunto, é um fator que impulsiona a evasão escolar. Seguindo essa linha de raciocínio, o Censo Escolar da Educação Básica destaca que entre 2019 e 2020, quase 650 matrículas em escolas da rede pública não foram efetuadas. Nesse sentido, considera-se que o público repetente seja um dos optantes por essa não efetuação da matrícula. Diante disso, enquanto um reparo não for proposto, o Brasil permanecerá distante do desenvolvimento intelectual dessa parcela da sociedade.
Torna-se evidente, portanto, que medidas devem ser tomadas para conter a evasão escolar no país. Por isso, o Ministério da Educação (MEC), em parceria com o Conselho Tutelar, estabeleça programas sociais que proporcionem ouvidoria pública, assistência financeira aos estudantes de baixa renda, como também apoio do transporte escolar, com a finalidade de facilitar a ida desses estudantes para a escola. Somado a isso, o MEC pode elaborar planos de estudos que supram as necessidades dos diferentes públicos-alvos. Somente assim, talvez, será possível aflorar nesses cidadãos o apreço pela educação, assim como foi vista no filme.