Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 15/06/2021

O cientista alemão Rudolf Clausius introduziu, em 1965, um novo conceito à física: entropia, termo que mensura ou grau de desordem em um sistema termodinâmico. Fora das Ciências da Natureza, é possível perceber um problema entrópico no que se refere a evasão escolar, uma vez que faz cada dia mais presente na sociedade e deve ser combatido. Para isso, é preciso analisar dois dos fatores que influenciam na perpetuação dessa questão: o difícil acesso aos transportes e a falta de apoio familiar.

Em primeira análise, pode-se apontar como empecilho para a consolidação de uma solução as complicações ligadas à locomoção. De acordo com a Carta Magna, sétima Constituição brasileira promulgada em 1988, é dever do Estado assegurar o transporte como direito a todos os cidadãos, assim como seu bom funcionamento. A realidade, no entanto, mostra-se diferente, uma vez que essa garantia-se não só reduzida, mas também muito precária - não oferece uma boa estrutura e consequentemente pondo em risco a vida dos passageiros. Assim, frequentar redes de ensino torna-se algo desafiante, apesar de ser essencial para o desenvolvimento infanto-juvenil.

Além disso, é importante ressaltar o que o descaso familiar relacionado ao âmbito educacional gera aos estudantes. Segundo o Fato Social - teoria fundamentada pelo renomado pensador francês Durkheim - o indivíduo tende a agir e pensar de acordo com o meio em que está inserido. Dessa maneira, o desinteresse nos estudos é transmitido de pais para filhos, fazendo com que cada vez mais deixem de frequentar como instituições escolares.

É fundamental, portanto, a necessidade de competências de combater essa problemática. Para tanto, cabe ao Governo Federal ampliar como redes de transportes, investindo então na produção de automóveis e promovendo melhorias quanto a sua manutenção, para que o deslocamento possa ocorrer de maneira segura e efetiva. É dever, também, das famílias incentivarem a permanência das crianças e jovens nas escolas, uma vez que esse espaço é de extrema importância para a formação intelectual e social de cada indivíduo. Logo, é possível que, a poucos poucos, a entropia deixe de fazer parte da vivência brasileira.