Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 22/06/2021

Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à Educação. Entretanto, a prática não coincide à teoria, uma vez que os casos de Evasão Escolar no Brasil aumentaram significativamente, em decorrência da folha estatal, no que diz respeito à infraestrutura das escolas e a presença de uma educação arcaica.

Em primeira análise, um dos fatores que explicam o grande número de estudantes fora da sala de aula é a falta de investimentos do Estado. Visto que, com um sistema de transporte escolar escasso e precário, fica cada vez mais difícil o acesso às intituições, principalmente aos alunos que moram em zonas rurais. Ademais, é notório uma falta de gerenciamento dos recursos fornecidos, tais como, o lanche que em muitos municípios chega a faltar. Logo, diante dessa falta de apoio governamental, faz-se presente a entrada prematura de jovens no mercado de trabalho, havendo assim, a possibilidade de exploração infantil.

Outrossim, outro fator que impera nas escolas é a prática do ensino tradicional com o principal intuito de aprovar alunos em concursos. Embora faça parte do processo educacional, ela não deve limitar-se a isso, posto que, segundo o filósofo contemporâneo Durkhein, a escola e a família são bases para a formação cidadã, caso uma dessas esteja fragilizada, a concretização da cidadania é falha. Dessa forma, é necessário edificar uma educação mais humanizada, na qual as escolas façam parte da vida do estudante, construindo uma ponte com as famílias.

Portanto, medidas são necessárias para resolver a problemática da Evasão Escolar. É fundamental que os Órgãos Governamentais responsáveis direcionem o capital preciso em suportes para locomoção e infraestrutura das escolas. Bem como professores e diretores devem promover um ensino mais dinâmico e moderno, com a participação de psicólogos, afim de facilitar a interação dos jovens. Assim, se consolidará uma sociedade mais admissível, como afirma Durkhein.