Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 03/07/2017
No livro, CAPITÃES DA AREIA, escrito por Jorge Amado, é retratado a realidade de crianças infratoras, por mais que o romance seja publicado na era Vargas, ainda é uma temática atual. No entanto, o trabalho e a gravidez, precoce, também afastam os alunos das salas de aula. Hoje, no Brasil, diante de inúmeros episódios envolvendo crianças e adolescente em práticas criminosas, visto que, a causa de um número considerável dos envolvidos é devido a evasão escolar. Isso ocorre devido a irresponsabilidade do Estado e desinteresse das famílias.
Em primeiro plano, é necessário considerar recorrentes escândalos relacionados ao desvio de verba pública destinadas a merenda escolar e a infraestrutura. Atraso no pagamento dos professores e servidores administrativos das escolas públicas. É preciso entender que por questões históricas, no contexto barroco, a produção de obras satíricas pelo poeta Gregório de Matos retrata a corrupção dos políticos e ratifica, assim, que a atual conjuntura é reflexo de práticas comuns desde o século XVII.
Outro aspecto importante desse cenário problemático é o distanciamento entre as famílias e instituições de ensino. Embora, caiba aos professores oferecer educação formal. Os responsáveis pelo estudante tornam-se um agente decisivo para conduzi- lo até a conclusão do ensino médio. Aumentando significativamente maiores possibilidades de boa colocação no mercado de trabalho. Nesse sentido é gerado uma sensação de propósito para melhoria social entre essa união.
Fica claro ,assim, que fatores governamentais e desestrutura familiar acarretam problemas para reter o aluno na escola. É necessário a iniciativa por parte dos diretores das escolas públicas denunciar com o apoio da comunidade atos suspeito da secretária de educação municipal ou estadual para os telejornais. É necessário ,ainda, que os professores busquem ensinar de forma lúdica tornando mais atraente o ato aprender. É preciso levar em consideração aquilo o educador Paulo Freire chamou de “inédito viável”, isto é, aquilo que ainda não é mais pode ser.