Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 05/07/2017
Albert Einstein, uma das mentes mais brilhantes da história, decidiu aos 15 anos abandonar o colégio. Todavia, após perceber o equívoco cometido, retomou seus estudos. Conseguiu seu diploma, ingressou na faculdade e alcançou um resultado inimaginável: O prêmio Nobel de Física, em 1992. A evasão escolar desse cientista poderia privar, não apenas o próprio, como também toda humanidade, que hoje desfruta de tal conhecimento. Dessa forma, cabe analisar os efeitos dessa problemática no Brasil.
Em primeira instância, é relevante ressaltar as comprovações científicas de Howard Gardiner, renomado professor de Harward, no que diz respeito às inteligências múltiplas. O autor da teoria defende que o ser humano detém oito tipos diferentes de inteligência, portanto, não é possível determinar, através de psicometria, seu grau de conhecimento. Todavia, é recorrente haver nas escolas e na sociedade a supervalorização de uma delas, a lógico-matemática, impondo a todos os estudantes o desenvolvimento desta área, quando, na verdade, não é singular. Isso gera uma hostilidade em relação ao ato de estudar.
Em segundo lugar, é necessário notar a evidente contradição presente na atualidade: frente ao contexto capitalista, há, por vezes, a priorização do lucro, em detrimento da difusão do conhecimento. Um valor significativo é investido no setor agroindustrial, pecuário, comercial, entre outros… Setores que, apesar de possuir especialistas da área, possui vários profissionais com formação escolar básica, senão incompleta. Com estímulo fiscal nessa área, diversos habitantes do país optam por atuar nela, levando seus filhos com eles, ainda que não tenham terminado seu ciclo acadêmico.
Em face das ideias apresentadas, medidas são necessárias para resolver o impasse. Portanto, o MEC deve fornecer psicólogos e pedagogos para que, através do trabalho integrado, demonstrem às crianças, adolescentes e jovens, a importância da escola na construção do indivíduo, em seus diversos âmbitos. A família deve atuar conjuntamente nesse processo, de modo a estimular os estudantes a concluir seus estudos, como ao apresentar a satisfação pessoal que terão e o retorno financeiro, como uma consequência. Assim, o Brasil será um país onde o conhecimento se difunde de forma significativa.