Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 03/07/2017

Em busca do estudo certo

A sociedade brasileira apresenta um extenso histórico de descuido em relação à educação. Segundo pesquisas do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento(PNUD), o Brasil tem a 3ª maior taxa de evasão escolar entre cem países. Com isso, evidencia-se essa problemática exclusiva que desenvolve e perdura diversos outros fatores prejudiciais ao bom funcionamento do País.

É notório que a dinâmica de muitas escolas é fundamental para a permanência das crianças e adolescentes nesse ambiente. Na música “Estudo errado”, de Gabriel, o Pensador, no verso “Eu tô aqui pra quê?”, é posto em questão o que muitos alunos pensam, pois há pontos que desmotivam e provocam a saída deles. Desse modo, os principais fatores seriam a didática de professores que não conseguem trazer o assunto para o cotidiano e a falta de inclusão digital nas aulas; assim, juntamente com as dificuldades de acesso à própria instituição de ensino, por causa do precário ou inexistente transporte público, e o espaço físico sem mobiliário e material didático básico propulsionam a desistência dos jovens em frequentar esse ambiente.

Outrossim, destacam-se as consequências da evasão escolar nas vidas não só de quem a fez, mas nas de todos a população. De acordo com estudos da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio(PNAD), dois milhões de adolescentes entre 14 e 17 anos trabalham no Brasil. Por conseguinte, grande parcela irá sobreviver a partir de subempregos, como também serem aliciados para o tráfico de drogas, tendo, dessa forma, fontes instáveis de renda, estando, na sua maioria, com a qualidade de vida muito reduzida, o que aumenta os índices de violência, visto a precária educação que receberam e a forma que encontram para solucionar seus problemas.

Entende-se, portanto, que a evasão das escolas é um problema grave e que necessita de mecanismos para que seja reduzida. Para que isso ocorra, é necessária a atuação do Ministério da Educação juntamente com as instituições de ensino para a elaboração de um Plano Nacional que vise capacitar os docentes, com a aplicação de cursos que desenvolvam habilidades de relacionar os conteúdos com o dia a dia dos estudantes e a aplicação de recursos tecnológicos para deixar as aulas mais interativas. Por fim, os indivíduos devem cobrar do Estado melhorias nas escolas e no acesso a elas por meio de manifestações nas ruas.