Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 03/07/2017
Assim como outros pensadores, o filósofo Kant citou a importância da educação na construção do indivíduo. No cenário brasileiro, atual, entretanto, a educação passa por alguns transtornos, como a evasão escolar, dessa maneira, impedindo que ela cumpra corretamente seu papel. Essa saída significativa de alunos da escolas é ocasionada, em especial, pela falta de qualificação profissional dos docentes e ausência de infraestrutura eficiente. O que também chama atenção é a desigualdade na educação de pobres e ricos, que por enfrentarem realidades diferentes, apresentam expectativas educacionais divergentes.
À vista disso, infere-se que um bom educador e uma estrutura educacional qualificada fazem falta, quando se tratando de evasão escolar. O estudante que assiste a aulas dinâmicas e interdisciplinares, promovidas pelo professor, e em seguida poder ter acesso a livros e computadores para aprofundar seu conhecimento, cria um laço com a escola, e passa a frequentar mais as aulas. Sendo assim, nota-se que quando se disponibiliza mecanismos que qualificam o aprendizado, cria-se no aluno o interesse de aprender.
Ademais, outro motivo que agrava a evasão que afeta em significativa maioria as escolas públicas é a não conciliação do estudo e do trabalho. Muitos jovens de classe média baixa começam a trabalhar cedo, e chega um ponto que perdem aulas e acumulam matéria devido ao emprego, e preferem abandonar a escola, já que, para eles, é mais proveitoso e necessário permanecer trabalhando.
Compele, portanto, ações mútuas entre à escola, o Ministério da Educação e à família, a fim de reverter os fatos supracitados. Para tanto, o Ministério da Educação deve cuidar na melhor qualificação dos professores, oferecendo cursos ensinando novas maneiras de ensinar, e somente depois do curso, os professores serem autorizados a educar. Além disso, esse mesmo agente deve atuar ampliando os investimentos nas escolas, qualificando e criando bibliotecas e salas de informática. Outrossim, compete a escola, o papel fundamental, de construir uma relação estável com a família dos estudantes, conversando e orientando-os a incentivar os alunos a frequentarem as aulas e acompanhar o crescimento destes citados.