Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 04/07/2017

Sabe-se que a Noruega é o país com a maior população alfabetizada do mundo. Já o Brasil, apesar dos projetos existentes no âmbito da educação, vive uma situação de grande evasão escolar no território, causando futuramente para esses indivíduos, baixos salários e maior dependência de programas sociais.

É perceptível a alta taxa de evasão escolar atualmente. Diante disso, foi realizada uma pesquisa, publicada pela revista Época, sendo observado que, principalmente jovens da faixa etária entre 10 a 15 anos, têm desistido da escola. Entre os motivos das desistências, vão desde a grande distância entre a residência e a escola até a necessidade de trabalhar e a gravidez na adolescência. Além disso, um levantamento realizado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), mostrou que cerca de 66% da população carcerária não concluiu o ensino fundamental e menos de 8% tem o ensino médio. Em razão disso, sabe-se que quanto maior a escolaridade do indivíduo, menor será a probabilidade dele ser preso.

No entanto, com a implantação de projetos como Bolsa Escola, pelo governo de Fernando Henrique Cardoso e Bolsa Família, no governo Lula, em que é obrigatória a matrícula da criança em rede pública para o recebimento do auxílio, vem caindo o número de pessoas que não possuem mais o ensino fundamental. Além disso, projetos como Educação para Jovens e Adultos (EJA), tem se mostrado eficiente no acolhimento de jovens e adultos que antes tinham desistido o diploma de ensino médio, incluindo socialmente e democratizando o sistema educacional brasileiro. Ademais, a implantação de um novo sistema de ensino, realizado pelo governo Temer, incluindo o ensino técnico ao médio, possibilitará uma maior perspectiva aos alunos que desejam ingressar rapidamente no mercado de trabalho.

Diante disso, como disse Pitágoras: “Eduquem as crianças e não será necessário castigar os homens”. Faz-se necessário uma parceria público-privada, entre os governantes e empresários responsáveis por conduções escolares, possibilitando o transporte de crianças carentes até as suas escolas. Outra maneira de evitar a evasão seria as ONG’s em parcerias com as instituições sociais como escolas, universidades e igrejas debateriam sobre educação sexual e prevenção de gravidez e DST’s. Além disso, a implantação de cursos básicos com certificados, sendo realizada por parte das escolas tanto para os alunos matriculados, quanto para a população local. Esse conjunto de práticas não só evitaria a evasão escolar, como também qualificaria ainda mais o individuo e diminuiria ainda mais a probabilidade dele sair sem terminar o ensino fundamental e médio.