Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 25/06/2021
Carlos Drummond de Andrade, no curto poema “no meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho” busca, por meio de uma analogia, ilustrar os empecilhos e os obstáculos vividos por uma sociedade. Nesse sentido, tem-se a evasão escolar como um desses problemas para a atual realidade brasileira, em que muitos jovens e crianças estão, por diversos motivos, deixando os estudos em segundo plano. Assim sendo, dá-se como duas das principais causas desse revés tanto a falta de preparação do Estado em lidar com o agravamento da pandemia, quanto a falta de incentivos, por parte dos pais e responsáveis, em dar uma boa educação à futura geração.
Em primeira análise, é válido ressaltar que o despreparo do Governo Federal no oferececimento de políticas públicas que visam amenizar as consequências causadas pela pandemia é um dos principais fatores que propicia a saída de diversos alunos do ambiente escolar. Nesse contexto, tem-se a Constituição Federal como defensora da população em geral, a qual expõe, em seu artigo seis, que a educação é um direito de todos os cidadãos, que deve, portanto, sem garantido pelas autoridades. Dessa forma, vê-se que o poder público não está cumprindo com o seu papel, haja vista que a incapacidade destes faz com que muitas crianças e adolescentes não consigam realizar seus sonhos e projetos.
Em segunda análise, é relevante abordar também que o escasso incentivo dos pais corrobora com a evasão escolar, visto que grande número de alunos se sentem desmotivados por causa desse problema. Sob essa ótica, Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, apresenta uma fala que se encaixa perfeitamente nessa temática, a qual retrata que “a Educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Dessa maneira, verifica-se que a educação possui uma fundamental importância e que deve, frequentemente, ser incentivada pelos pais dos estudantes.
Infere-se, portanto, que o despreparo governamental no combate às consequências da pandemia e a falta de incentivos dos pais de estudantes potencializa a saída de jovens do ambiente escolar. Logo, é imperativo que o Ministério da Educação, órgão responsável pela promoção e qualificação do âmbito educacional em todo o território brasileiro, promova campanhas pelas redes sociais, por meio de vídeos curtos e frases incentivadoras de grandes influenciadores desse meio, a fim de suprir a falta de incentivos de alguns pais e, com isso, inspirar os “ex-estudantes” a voltarem às salas de aula. Assim, a “pedra”, exposta por Drummond, irá diminuir com o tempo e tornar o caminho livre outra vez.