Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 26/06/2021

O filosofo iluminista Rousseau defende o contrato social, que traz a ideia dos deveres e direitos de um indivíduo. Entretanto, a partir do momento que o Estado não garante o acesso à educação, há o rompimento deste contrato social. Consequentemente, é necessário que haja maneiras a fim de combater o abandono escolar na atualidade brasileira. Nesse contexto, uma das consequências é a estrutura educacional e social, ou seja, a ausência de um contexto escolar e o trabalho precoce. Nesse sentido, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.

Em primeiro lugar, é necessário analisar a falta de um sistema educacional que faça sentindo ao aluno, com o intuito de contextualizar o cotidiano do jovem. É notório que muitos adolescentes deixam de frequentar a escola por não encontrar razão para continuar, visto que a escola não está estruturada para que o aluno aprenda a usar o que aprendeu em seu cotidiano, como a filosofia e a sociologia que ajuda a refletir e a entender o mundo envolta. Com isso, tendem a pensar que o assunto dado nas escolas são banais, trazendo consequências ao aluno, pois acabam abandonando a escola e perdendo a oportunidade de ter um futuro de qualidade. Segundo essa lógica, o filósofo e educador Paulo Freire, ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou construção.

Ademais, no filme “Escritores da liberdade”, é apresentado por meio da ficção a realidade existente na sociedade, em que os alunos de baixa renda saem das escolas para procurar trabalhos, a fim de conseguir sobreviver. Esta obra cinemática problematiza à evasão escolar e como ela é vista erroneamente pela sociedade, visto que alguns indivíduos ao ver o aluno deixar de frequentar a escola, tem a convicção de que o jovem está deixando o instituto por que não quer nada da vida. Entretanto, este pensamento está equivocado, ao analisar que a maioria dos estudantes de escolas públicas passam por problemas financeiros em suas casas, como foi apresentado no filme, por este motivo a maioria destes jovens largam a escola para trabalhar e ajudar a família.

Portanto, é preciso que o Ministério da Educação (MEC) promovam eventos com a participação dos estudantes do curso de Marketing educacional, com o intuito de ajudar os professores a darem aulas para os alunos com experiências memoráveis, para que assim consigam a atenção dos jovens, agregando a vida do estudante. Também, é necessário, que o MJ (Ministério de Justiça) interligado com o ME (Ministério da Economia) liberem uma certa quantia para ajudar os estudantes de baixa renda a se manterem no colégio, incentivados, desse modo, a continuarem estudando e, assim, diminuindo os problemas financeiros em suas casas.