Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 09/07/2017
A Era Vargas, período em que Getúlio Vargas ocupou a presidência do Brasil, foi marcado por políticas sociais e econômicas inéditas no país. Dentre elas, a educação fundamental foi declarada como um direito de todos. Entretanto, apesar do quadro de prosperidade, muitos jovens atualmente deixam a escola sem concluir os estudos. Assim, a evasão escolar, além de apresentar inúmeros motivos, implica problemas no desenvolvimento individual e coletivo.
Em primeiro plano, no cenário socioeconômico brasileiro encontram-se as principais causas para o precoce abandono escolar. A marginalização social, a necessidade de trabalhar, a falta de apoio familiar e a falta de perspectiva ligada à educação são aspectos determinantes para a evasão escolar e relacionados ás condições financeiras. Tal fato torna-se evidente nos estudos do Ministério da Educação, que indicam a existência de grupos mais vulneráveis, como jovens de baixa renda e moradores de periferias. Assim, quanto à análise da evasão escolar, a conjuntura do Brasil é tópico importante para traçar medidas.
Ademais, a evasão escolar retarda não apenas o desenvolvimento do indivíduo, mas também da nação. Haja vista que a educação é o meio de construção de consciência crítica e disseminação do conhecimento- através do qual é possível uma transformação social- a ausência ou baixa frequência de crianças e adolescentes em salas de aula prejudica a formação e o progresso socioeconômico. Exemplo disso é Cuba que, apesar dos baixos recursos tecnológicos, é um país referência em diversas áreas devido ao nível educacional de seus cidadãos. Desse modo, o abandono da escola é um problema que afeta as mais diversas instâncias.
A evasão escolar é, portanto, um problema social a ser resolvido através de ações conjuntas do Estado, da sociedade e da mídia. O Ministério da Educação deve elaborar planos de ensino a distância que viabilizem a permanência na escola daqueles que vivem distante ou possuem pouca disponibilidade de tempo. Além disso, a mídia deve divulgar campanhas e reportagens para alertar a sociedade acerca da importância da educação e seus resultados a longo prazo. Outrossim, cabe aos civis reivindicar nas redes sociais e por meio de protestos a educação básica como um direito inalienável. Dessa maneira, ações como a de Vargas não serão apenas registros históricos, e sim um realidade visível.