Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 05/07/2017

Com mais de 4 milhões de acesso no youtube, o filme argentino “Educação Proibida” questiona o sistema educacional atual dando ênfase as suas implicações. Apesar de ser uma literatura fictícia, sua proximidade com o real tem conjurado-se na evasão escolar. De acordo com dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o Brasil possui a terceira maior taxa mundial de abandono escolar. Nesse contexto, convém analisar como a realidade brasileira e a falta de interesse pelos estudos contribui para tal infortúnio.

Observa-se que, a situação social e a dinâmica familiar constituem fator determinante para o afastamento escolar. Isso ocorre porque acontecimentos como: gravidez na adolescência e inserção no mundo do trabalho mais cedo,retiram a oportunidade de dedicação eficiente aos estudos. Segundo o artigo 70 do Estatuto da Criança e do Adolescente é dever de todos prevenir a violação dos direitos dos juvenis. Em decorrência disso, a evasão escolar propiciada por eventualidades citadas, fere o assegurado na Carta e agrava a situação democrática do país.

Outrossim, o desentusiasmo para ir a escola abarca a maior taxa de abandono escolar. Isso acontece porque o modelo de educação atual não envolve a participação direta dos alunos, apenas são repassados assuntos que se deve aprender. Certamente a pesquisa da Fundação Getúlio Vargas comprova isso ao revelar que 40,3% dos jovens abandonam o estudo por falta de interesse. Em virtude disso, o Ministério da Educação sancionou a Reforma do Ensino Médio que busca atender esses jovens e despertá-los á atração pelos estudos.

Torna-se evidente, portanto, que a evasão escolar no Brasil não acompanha a realidade brasileira. Em razão disso, o Conselho Tutelar e os educadores devem ter atenção redobrada aos alunos, poderão criar visitas aos seus lares em casos de faltas nas aulas de forma recorrente e, dependendo do quadro do aprendiz deverá recorrer ao governo. Não só isso, a nova reforma do ensino médio para ocorrer de forma eficaz poderá aumentar relações entre famílias e professores, com constante conversações sobre a vida escolar e familiar. Assim, ter-se-ia considerável redução dos casos de evasão escolar no Brasil.