Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 10/07/2017

Na série de livros Harry Potter, da escritora britânica J.K. Roling, os personagens Jorge e Fred Weasley, abandonam a escola de magia e bruxaria de Hogwarts antes de completarem seus estudos para realizarem o sonho de abrir a própria loja de logros e brincadeiras. Fora da ficção isso é uma realidade no Brasil, onde jovens e crianças deixam a escola para trabalharem para ajudar suas famílias, assim como para sustentar os próprios filhos concebidos precocemente.

Segundo uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, há 1,3 milhão de jovens entre 15 e 17 anos que não concluíram os estudos. Os motivos da evasão escolar dos jovens brasileiros são variados, mas a grande maioria desses jovens de baixa renda e estão em situação de risco. A falta de incentivo dos pais e muitas vezes da própria escola levam a escolhas errôneas, eles se submetem a subempregos e abandonam os estudos com a ilusão de uma vida melhor.

Além disso, o Estatuto da Criança e Adolescentes garante o direito a educação. A falta de recursos os órgãos fiscalizadores e de empenho das instituições educacionais ajuda no afastamento das crianças e jovens da escola e perda desse direito.

Em suma, a evasão escolar dos adolescentes e crianças brasileiras é um grave problema que precisa ser solucionado. É indispensável, portanto, uma parceria público-privada para ampliação de projetos como Jovem Aprendiz, onde o estado diminuiria os impostos e a iniciativa privada aumentaria as vagas de emprego para jovens com frequência e boas notas na escola. Além disso, como nos diz o filósofo Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Sendo assim, o ministério da Educação deveria instituir nas escolas panfletos educativos e palestras ministradas por professores, psicólogos e profissionais da saúde para pais e alunos com o fito de discutir desde a importância da educação a palestras sobre a educação sexual e métodos contraceptivos.