Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 06/07/2017

O acesso à educação foi por muitos anos, no Brasil, um privilégio restrito à elite. Nos dias atuais, o acesso às escolas foi democratizado, porém, o número de jovens que abandonam as instituições ainda é grande. São fatores que contribuem para essa problemática: a falta de estudo prévio acerca do local de implantação das escolas e o déficit de incentivos financeiros aos estudantes de baixa renda.

Uma das dificuldades enfrentadas pelos discentes é o grande trajeto até o colégio. Os Jesuítas, ao levarem o catequismo diretamente aos índios, no período colonial, demonstraram a importância de facilitar ao máximo a aproximação entre educandos e educadores. Isto é, deve haver um trabalho preliminar que identifique entre as áreas periféricas, aquela que mais necessite de um centro educacional. Assim, os alunos não encontrarão na distância um empecilho.

Ademais, dificuldades financeiras na família faz com que muitos lecionandos ingressem no mercado de trabalho prematuramente. Segundo o economista e Nobel Arthur Lewis: “Educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido”. Ou seja, o investimento em medidas que estimulem a permanência de estudantes em situação econômica de risco é, sem dúvidas, válido e promissor. Dessa forma, o aluno poderá se dedicar exclusivamente à escola.

Assim sendo, a melhora no índice de concluintes do ensino básico encontra resistência em fatores de cunho estatal. Faz-se necessário que o Ministério do Desenvolvimento Social capacite, em cada município, uma equipe responsável por mapear as regiões com maior evasão escolar, pautando a necessidade de instalar ali uma instituição de ensino. Além disso, o Governo, por Meio do Ministério da Educação, deve promover a criação de auxílios financeiros aos estudantes do ciclo básico, a fim de não ser mais necessário o abandono por parte do discente para complementar a renda familiar. Dessa maneira, a educação brasileira será efetivamente democrática.