Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 27/07/2017
O filósofo Platão fundou sua academia nos jardins de Atenas, por volta de 383 a.C. Na escola platônica, as aulas eram ao ar livre, a metodologia era a dialética e estudavam-se desde ciências políticas até astrofísica. Esse sistema de ensino restringiu-se à milênios atrás, visto que hoje, a educação apresenta diversas problemáticas, dentre elas a crescente evasão escolar, que deve ser analisada como uma questão social abrangendo suas causas e consequências.
Em primeiro lugar, é importante destacar, que uma pesquisa de 2009 da Fundação Getúlio Vargas mostrou, que 40,3% dos jovens de 15 a 17 anos abandonam os estudos por falta de interesse. Esse dado aponta para um problema latente: o excesso de conteúdo e a ausência de contextualização das matérias ensinadas em sala de aula. Além disso, é importante ressaltar que existem sintomas para a evasão escolar, fazendo-se importante que a escola esteja informada acerca da vida pessoal do estudante, para que assim, com a ajuda da família, a permanência deles seja garantida.
Em segundo lugar, é necessário analisar a problemática por uma perspectiva de cunho social. Muitos jovens tem seu acesso escolar interrompido por problemas financeiros, casos de bullying, pelo ingresso no mundo do crime, e no caso das mulheres, pela gravidez precoce. Problemas, esses, que necessitam de uma maior atenção em vários âmbitos da sociedade. Baseando-se na educação, é possível começar a sanar vários desses impasses. No entanto, a falta de incentivo por parte das escolas tem se tornado um obstáculo para que esse objetivo seja atingido.
Diante dos argumentos supracitados, entende-se que, é necessário a implantação de um ensino híbrido pelo Ministério da Educação, que insira a tecnologia de uma forma mais ampla no ambiente escolar, a fim de incentivar e agregar conhecimento aos jovens estudantes, para que assim o conteúdo torne-se mais atrativo e a evasão escolar diminua. Ademais, cabe ao Conselho Tutelar garantir que os direitos da criança e do adolescente estejam sendo cumpridos por meio de uma vistoria em parceira com a escola, nas casas daqueles que estiverem com a frequência baixa para que assim as duas instituições possam ajudar e estimular o estudante para seu retorno à escola. Só assim, o país começará a caminhar em uma direção mais justa.