Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 06/07/2017

Lugar de estudante é na escola

O advento da modernidade e do cientificismo trouxe consigo a necessidade de se construir uma base educacional ampla e consolidada. No período medieval, o homem encontrava-se em segundo plano, alheio ao seu próprio ser, mas a ascensão do racionalismo empírico lhe dá novo enfoque e demonstra a importância pungente do conhecimento.

Nesse contexto progressista surge a escola, de início uma instituição elitista e tradicional, mas que aos poucos se dinamiza e se torna mais democrática. Na escola, teoricamente, os alunos obteriam noções básicas dos campos científicos, podendo assim estipular suas próprias linhas de raciocínio e assimilar as cadeias lógicas explanadas.

Perceber a escola e o ato de estudar como agentes transformadores faz-se necessário, ainda mais no contexto brasileiro. Num país de origem essencialmente agrária, a disseminação da escola é lenta, porém progressiva. A urbanização, acompanhada da industrialização, acarretou a troca da mão-de-obra crua pela qualificada. Nesta sociedade, o constante refinamento dos papéis sociais pressiona os indivíduos a buscarem postos e posições mais elevados.

Se por um lado há grandes institutos, altamente tecnológicos, principalmente nos grandes centros, de outro nota-se o caráter deficitário de grande parte das escolas. Faltam condições minímas de infra-estrutura que, somadas à falta de interesse ou motivações particulares, levam estudantes a abandonar a escola. Desse modo, estes evasores perderão instruções importantes e necessárias para o futuro.

É dever de todos, sobretudo das comunidades locais, analisar a escola como o organismo vivo e imprescindível que é. Fiscalização das regulamentações estudantis; excelente qualificação pedagógica; entendimento dessa importância pela família.Tudo deve confluir para que a cidadania e a educação sejam exercidas dentro e fora da sala de aula.