Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 06/07/2017
Segundo o filósofo Platão, o ser humano vive no mundo sensível das ideias e necessita alcançar o inteligível para contemplar o conhecimento. Todavia, essa conquista intelectual, por parte da juventude do país, é interrompida pela evasão escolar, em especial na rede pública, seja pelo descontentamento em meio a uma estrutura precária, seja pelas limitações ao acesso, o que impõe meios sólidos à reversão desta situação.
É inegável que a educação é um suporte indispensável à evolução da conjuntura social. Entretanto, a monotonia do diálogo mestre-aluno, além de excesso conteudístico sem a interdisciplinaridade com o cotidiano, são casos que fomentam o desinteresse por alguns estudantes, e com isso, ao abandono letivo. Logo, foi aprovado este ano a reforma do ensino médio com a alteração na carga horária e flexibilização de 40% desta por disciplinas escolhidas pelos alunos, de acordo com sua predileção, com o intuito de um ensino mais inclusivo e dinâmico.
Além disso, a limitação nas oportunidades de um ensino complacente com as expectativas e a realidade dos discentes é preocupante. Com isso, muitos estudantes, mesmo com algumas políticas públicas de incentivo a não evasão escolar, desistem dos estudos por necessitarem trabalhar ou conciliam trabalho-escola. Prova disso, conforme dados da Fundação Getúlio Vargas, cerca de 30% dos jovens abandonam por essas circunstâncias, intitulando-se assim medidas enérgicas.
Diante dos fatos citados, para dignificar o ensino nacional e erradicar a evasão estudantil, é imprescindível o trabalho mútuo entre Secretaria da Educação e empresas de tecnologia, com o propósito de ampliar o número de aplicativos de baixo custo, para smartphones e tablets, que visem a interatividade e elucidação do conteúdo, através de Parcerias Público-Privadas (PPPs). Somado a isso, aliado à reforma do ensino médio, sistema de bolsas de estudo e programas de estágio, dentro da rede pública, pelo Estado, a fim de cessar o abandono pelo trabalho e qualificá-los, são viés úteis à “sensibilização” da educação do país.