Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 09/07/2017

Tiro educacional

O problema de evasão escolar no Brasil aumentou excepcionalmente, pois, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 1 milhão de adolescentes não concluem os estudos. Diante disso, é notório que além dos problemas sociais que contribuem com a falta de alunos nas escolas, a falta de interesse de alguns, devido ao ensino precário e antigo deve ser considerado.

É evidente que muitas crianças trabalhem a fim de ajudar financeiramente suas famílias que vivem em condições miseráveis, e não conseguem estudar. Diante disso, o poder público não age de forma integral para a permanência dos estudantes no colégio, visto que não conhecem seus alunos e nem suas condições, e sobretudo, desobedecem o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o qual declara que deve, com absoluta prioridade, assegurar os direitos infanto-juvenil, dentre eles, a educação. Assim, é explícito a má gestão do Estado na garantia de educação à classe pueril.

Além disso, destaca-se o ensino educacional obsoleto, o qual acarreta desinteresse de estudantes ao maçante cotidiano da escola. Segundo Glaucia Brito, professora do departamento de comunicação social da Universidade Federal do Paraná, no século XXI, não tem como dar aula como se dava há 10 anos. À vista disso, a nova geração Z nasceu imersa à tecnologia, e o seu uso pode ser proveitoso nas salas de aula, chamando maior atenção do estudante. Dessa forma, com a implementação de novos métodos de ensino, a evasão escolar será menor.

São necessárias, portanto, medidas para suprir os problemas causadores da ausência de alunos nas escolas. Então, o instituto educacional deve identificar os alunos com pouca frequência no colégio, verificando o motivo das faltas, para a resolução da adversidade sem que o jovem seja prejudicado. Ademais, o Ministério da Educação (MEC) tem que implantar o uso de tecnologia, como sites interativos educacionais, e premiações para os alunos esforçados, a fim de incentivar a reinserção dos jovens ao ambiente escolar sem perda de conteúdo e reduzindo ainda mais a evasão escolar, pois como disse Nelson Mandela, a educação é arma mais poderosa que pode ser usada para mudar o mundo.