Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 06/07/2017

Segundo a Constituição Federal, a educação é direito de todos e dever do Estado e da família, devendo, assim, ser promovida e incentivada, visando ao pleno desenvolvimento pessoal e ao preparo qualificado para o mercado de trabalho. Entretanto, é contundente a problemática da evasão escolar no Brasil, ocasionada, principalmente, por fatores socioeconômicos, devendo, por isso, ser combatida.              Nesse contexto, é notório que o abandono escolar é ocasionado, muitas vezes, pelo desamparo familiar, visto que muitos pais não dão o devido apoio e incentivo aos filhos, deixando-os à mercê da precarização do ensino. Junto a isso, a necessidade financeira que muitas famílias passam contribui para a perpetuação desse problema, já que muitos jovens precisam abdicar dos estudos para buscar empregos, muitas vezes mal remunerados, para ajudar na renda de casa. Consequência disso, é a má formação pessoal e acadêmica do indivíduo.

Ademais, outro fator desencadeador da evasão escolar é a falta de interesse acadêmico, seja pela precariedade do ensino, seja pelo ambiente escolar hostil. Sob essa conjectura, é notório que a precarização da infraestrutura de muitas escolas é um fator desestimulante para muitos, visto que há pouco aporte estrutural e tecnológico essencial para o ensino, como salas de informáticas. Ademais, no ambiente escolar são cometidos casos de bullying, o que deixa muitos jovens inseguros e insatisfeitos com a escola e, consequentemente, abandonando-a.

Visto isso, é preciso combater essa mazela social para a prosperidade da nação, pois, assim como afirmou o filósofo Immanuel Kant, ‘’É no problema da educação que se assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade’’. Dessa forma, é necessário que o Estado destine mais verbas para a melhoria da infraestrutura das escolas, dando aporte estrutural e tecnológico para a melhor aprendizagem, de modo a despertar o interesse dos alunos. Além disso, o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério do Esporte, deve ofertar campeonatos esportistas nas escolas, com prêmios em dinheiro, para que os jovens encontrem, no esporte, uma forma de ajudar os pais financeiramente.

Paralelamente, as escolas devem ofertar palestras destinadas aos pais e aos alunos, evidenciando que para a plena formação acadêmica e pessoal, a escola e a família devem complementar-se em suas atividades. A exemplo disso, podem ser realizados encontros entre pais e professores, mostrando o desempenho acadêmico dos alunos, a fim de debater as melhores formas de aprendizagem dentro e fora de sala. Junto a isso, as instituições devem criar ouvidorias estudantis para a denúncia de casos de bullying e para sugestões de melhorias para o ambiente escolar. Dessa forma, a evasão escolar será devidamente amenizada.