Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 07/07/2017

A evasão escolar não é um problema exclusivo do século XXI. Desde a 2ª Revolução Industrial, crianças trocavam o ambiente de sala de aula pelas fábricas, tornando-se míseros trabalhadores de baixa qualificação. Hoje, o abandono do estudo por parte dos jovens é um problema que assola o país, estando claro que algo precisa ser feito para o bem das futuras gerações.

Por mais que a Constituição de 1988 declare oferecer educação básica a todos, na prática não é exatamente isso que acontece. Ao contrário de países desenvolvidos como Finlândia e Suécia, há no Brasil um grande desinteresse dos jovens em continuar os estudos, sobretudo nas classes mais baixas da população. Os motivos vão desde fatores econômicos, através da necessidade de trabalhar, e sociais, como por exemplo, a gravidez na adolescência. Essa evasão gera sérias consequências para os indivíduos que a efetua. A perspectiva de vida da pessoa torna-se bastante limitada, pois, por conta da ausência de estudo, o jovem certamente irá exercer um papel de baixo prestígio no mercado de trabalho, e portanto, não conseguirá alcançar grandes camadas socioeconômicas.

Contudo, o problema está longe de ser solucionado. Por parte do governo, faltam medidas que estimulem o estudante a continuar no meio acadêmico, e além disso, projetos para possibilitam a vida do jovem estudante viável, sem que os mesmo precise se ausentar da escola por demais problemas ao longo da vida.

Diante do exposto, providências precisam ser tomadas para resolver o problema. Parafraseando Confúcio, “Não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros”. Assim sendo, é importante que a Receita Federal destine uma quantia às famílias de extrema pobreza que possuem filhos na educação pública, assim, os jovens não precisarão trabalhar enquanto estudam. É necessário também uma parceria entre o Ministério dos Transportes e uma empresa automobilística, disponibilizando o transporte dos estudantes de suas moradias até a escola.