Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 07/07/2017

No filme Escritores da Liberdade, uma professora começou a dar aula em uma turma com diversos problemas, porém ela não aceitou que a turma continuasse da forma que estava. Diante disso, essa professora cria um projeto em que os alunos deveriam fazer um diário relatando as suas vidas e falando sobre os seus sonhos, o que acaba promovendo nesses alunos o interesse pelos estudos. No entanto, fora dos cinemas, há empecilhos que dificultam muitos jovens a vencerem obstáculos, como acontece em relação a evasão escolar no Brasil.

Primeiramente, a falta de incentivos aos jovens para a permanência na escola corroboram com a saída dessas pessoas dos institutos educacionais. Uma vez que, no meio acadêmico não são frequentes projetos que incentivem os estudos e o aprendizado, e sem uma maior participação da escola, o abandono escolar continua no país, pois o distanciamento dos alunos da vida escolar promovem uma série de deficiências no futuro desses jovens, como trabalhos degradantes e muitas vezes a entrada no crime. De acordo com o filósofo Imannuel Kant o ser humano é aquilo que a educação faz dele, logo, fica evidente que a educação é essencial na formação dos indivíduos.

Outro fator a ser analisado está na falta de incentivo familiares e estrutura familiar, que possam garantir a esses jovens a permanência na escola e a continuidade nos estudos como a entrada em universidades. Ademais, estudos feitos com base no IBGE( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)  e do MEC (Ministério da Educação) mostram que as famílias de baixa renda e os negros são os mais afetados na evasão escolar, pois abandonam a escola para trabalhar e ajudar na renda familiar. Dessa forma, a falta de medidas para assegurar os direitos básicos dessa famílias acabam aumentando o número de jovens que abandonam a escola.

Portanto, medidas são necessárias para acabar com a evasão escolar no Brasil. Desse modo, o MEC juntamente com o apoio dos educadores, deve criar projetos e novas didáticas de ensino como dinâmicas, bem como criar consultas públicas perguntando aos alunos sobre como eles mais aprendem, para que dessa forma os próprios discentes busquem os estudos e o aprendizado. Além disso, o Ministério Público, deve criar projetos empregatícios para as famílias de baixa renda, como por exemplo cooperativas de agricultura familiar, para que assim os jovens possam permanecer na escola, sem que os mesmos tenham a necessidade de abandonar os estudos, além de fazer com que o país tenha uma agricultura de subsistência suficiente para toda população.