Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 07/07/2017
Na Idade Média, após conhecer os ensinamentos de Aristóteles, São Tomás de Aquino equilibrou duas ideias, a fé e a razão. Nos dias atuais, a educação também é necessária para formar cidadãos racionais. Entretanto, a evasão escolar está intrinsecamente ligado à realidade brasileira, seja pela péssima condição financeira, seja pela gravidez precoce.
Em primeiro lugar, é preciso ressaltar que a inexistência de vagas de emprego é uma das causas da problemática. Segundo o estudo Aprendizagem em Foco, entre as pessoas que concluíram o ensino médio na idade correta, a média de renda familiar por pessoa é R$885, caindo à R$436 para as que não terminaram o ensino fundamental. Sendo assim, é possível afirmar que a maioria dos pais não possuem remuneração adequada, tornando preciso a entrada antecipada dos filhos no mercado de trabalho, resultando no abandono escolar.
Além disso, é importante analisar a gravidez na adolescência. De acordo com a pesquisa do Banco Mundial, em 2013, o Brasil ocupa a 49ª posição na lista de países com fecundidade precoce. Dessa maneira, é perceptível que uma grande parcela das adolescentes grávidas deixam a escola, uma vez que não recebem apoio da família e orientação adequada da instituição de ensino.
Portanto, é indispensável a adoção de medidas para resolver o impasse. Logo, é preciso que o Governo Federal promova visitas domiciliares, explicando o funcionamento do Pronatec por meio de panfletos, a fim de incentivar os responsáveis dos alunos e prepará-los para o mercado de trabalho. Ademais, as escolas, em parceria com ONG’s, devem apresentar palestras sobre métodos contraceptivos ministradas por funcionários da saúde, visando evitar a gravidez na adolescência. Dessa forma, podemos mudar a realidade da sociedade brasileira. Afinal, como afirmou Paulo Freire: “Mudar é difícil, mas é possível”.