Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 06/07/2021
Na obra pré-modernista “Triste Fim do Policarpo Quaresma”, de Lima Barreto, o Major Quaresma, admirador das riquezas oriundas do país, acreditava que, se superados alguns desafios, o Brasil alcançaria o patamar de nação desenvolvida. De literatura à realidade, contudo, ao oberservar a evasão escolar e a realidade brasileira -ainda que seja uma questão de grande valor- percebe-se que esse assunto possui entraves para ser reverberado na comunidade. Nesse sentido, a fim de mitigar os males relacionados a essa problemáticas, é importante analisar a negligência estatal e a importância da educação.
A priori, vale ressaltar o Pacto Social, do contratualista John Rawls, ao inferir que o Estado deve garantir os direitos imprescindíveis dos indivíduos, como a educação. No entanto, é evidente que em alguns locais do país, não há ensino digno, além da falta de transporte e infraestrutura das intituições, outro fator a ser observado é a necessidade de trabalhar que faz com que alguns estudantes abandonem a escola para ajudar na renda familiar, tais fatores são determinantes para que haja a evasão escolar. Assim, é notória a ineficácia estatal para garantir esse direito a toda população.
Outrossim, aluda-se ao pensamento de Paulo Freire “se a educação não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Sob essa perspectiva, elucida-se a necessidade de um ensino digno a todos, e sua importância para a formação e desenvolvimento de uma nação. Desta forma, não é inesperado que o Brasil -apesar de almejar forma-se nação desenvolvida- persista em não valorizar a educação de modo benevolente.
Dessarte, fica evidente que nem todos têm acesso a ensino de qualidade. Logo, cabe ao Ministério da Educação -órgão responsável pelo sistema educacional brasileiro- garantir à população acesso a tal direito, por meio de projetos que visem assegurar transporte, infraestrutura e presença de professores nas escolas. Além de que, deve promover ações sociais através das mídias a fim de divulgar a importância do ensino e convencer os ex-estudantes para que voltem e concluam as séries restantes. Em vista da concretização dessas ações, a sociedade se aproximará da idealização do Policarpo.