Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 07/07/2021
Toma-se conhecimento que a Constituição Federativa do Brasil de 1988, assegura a todos os cidadãos o direito à educação básica. Mesmo com a ciência de que a educação é essencial, muitos jovens acabam abandonando a escola, muitas das vezes para começar a trabalhar e ajudar a família em situações de precariedade. Outro fator que é comum quando se fala em evasão escolar, é a gravidez na adolescência, que exige da menina a maior parte de seu tempo, fazendo-as desistir dos estudos. Diante disso, é necessário discutir as problemáticas citadas e tentar possíveis soluções.
É elementar que se leve em consideração que no Brasil é infelizmente comum a evasão escolar por necessidade de trabalho para ajudar ou até mesmo sustentar a família e a si próprio. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 39,1% das crianças e adolescentes que abandonam a escola, é por esse motivo, sendo isso, um possível prejuízo para seu futuro.
É relevante abordar também, que muitas das vezes a evasão escolar é decorrente de uma gravidez precoce. Sendo que de acordo com um estudo promovido pela Fundação Abrinq, cerca de 30% das mães de até 19 anos, não concluíram nem mesmo o ensino fundamental. Trazendo assim, possíveis danos a si mesmas. Desse modo, a falta de instrução pode acarretar sérias dificuldades no mercado trabalhista e consequentemente no financeiro.
Em virtude dos fatos mencionados, pode-se observar que são necessários ajustes com auxílio do Ministério da Educação (MEC) e do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), trazendo propostas de ter na grade escolar, matérias como educação sexual, que traria conhecimento e consequentemente, menos risco de uma gravidez precoce. Para a questão trabalhista, é importante que o ECA entre em ação, garantindo o direito estudantil à todos e avaliando a situação financeira da família para um possível auxílio. Assim, os direitos assegurados na Constituição, seriam amplamente garantidos.