Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 08/07/2017

A educação possui grande papel no progresso do país e no avanço social. Desde o início da globalização e, posteriormente, com a surgimento das Revoluções Industriais, os indivíduos buscam aprimorar seus conceitos no cientificismo, progressivamente. No entanto, percebe-se que o grande número de evasões nas escolas brasileiras caracteriza o retrocesso no desenvolvimento. Nesse contexto, há dois fatores que não podem ser negligenciados, como os motivos dessas evasões e a constituição que rege o Brasil.

A princípio, cabe pontuar que pesquisas realizadas pelo IBGE e pelo MEC indicam que a maioria dos alunos que abandonam a sala de aula são moradores de regiões vulneráveis à criminalidade, esses evadem as escolas por falta de interesse. Comprova-se isso pela ausência de políticas públicas voltadas ao ensino, podendo despertar o desejo pelo conhecimento nesses jovens. Dessa forma, vê-se a necessidade de repensar um modelo pedagógico mais humanizado e eficaz, visando aproximar alunos, professores e pais.

Ademais, convém frisar que ao se posicionar, o educador Paulo Freire faz alusão a importância da educação para reais mudanças na sociedade. Intensificando tal fato, a Constituição Brasileira assegura, por lei, que crianças de 6 a 14 anos sejam obrigadas a irem para as escolas. Outrora, dentro os motivos para infringir a legislação, estão crescentes casos de gravides na adolescência e condição financeira familiar. Diante disso, nota-se que para minimizar tal circunstância a fiscalização deve ser intensificada em conjunto com informações precisas.

Para atenuar esse cenário caótico, portanto, é imprescindível que o Ministério da Educação e o Governo Federal maximizem projetos como a Escola Viva -por sua vez, reduzido a evasão escolar a zero- em escolas que tal conduta é acentuada, podendo, assim, desenvolver uma nova abordagem pedagógica, o interesse pela cultura e educação nos alunos. Além disso, é essencial que ONGs fiscalizadoras não só possam intensificar a fiscalização em escolas para que a lei se cumpra, mas também, por meios midiáticos e palestras ministradas por professores nas escolas, possam expandir informações de como prevenir a gravidez na adolescência. Somando a isso, secretarias de educação podem levantar dados e desenvolver projetos para solicitar auxílio para alunos de baixa renda. Logo, a pátria educadora, por caminhos exitosos, obterá o pregresso da nação.