Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 06/08/2017

Segundo o Ministério da Educação, aproximadamente 10% dos estudantes do ensino médio abandonam a escola até o último ano do ensino. Embora esse número venha diminuindo com os anos, ainda é perceptível o déficit no sistema educacional e falta de políticas que estimulem a permanência  dos alunos nas escolas. Eventualmente, os mais atingidos por essas características, são crianças e adolescentes pobres, moradores de periferia que, por isso, necessitam de maiores apoios. Apoios esses, que deveriam ser oferecidos pelo governo regularmente.

Referindo-se a história nacional, sempre foi comum o pouco investimento em educação e o acesso restrito a elite. No período colonial, a educação era de difícil acesso e destinada apenas a quem pertencia a alta burguesia. Já na república, tornou-se comum o desacato político em questões sociais, principalmente na educação. Nesse contexto, o atual quadro de evasão nas escolas brasileiras originou-se através de problemas acumulados ao longo dos anos, decorrentes da falta de interesse e financiamento para corrigi-los.

Como sitado anteriormente, a evasão escolar afeta principalmente jovens de classe baixa que dependem de escolas e serviços oferecidos pelo governo. Problemas como falta de transporte, instituições físicas precárias, distância até a escola, entre outros são decisivos para que alguém abandone o ensino antes de termina-lo devido as dificuldades enfrentadas para continuar. No  entanto, os abandonos não estão relacionados apenas a esses fatores. O método de ensino arcaico e falta de adequações nesse sistema frente as mudanças ocorridas no mundo contemporâneo desestimulam e tornam a regularidade nas frequências mais cansativas para cada aluno.

Contudo, pode-se concluir que, para solucionar o problema deve haver por parte da população manifestações em sequência que tenham como pedido principal melhorias nos setores educacionais e infraestrutura mais adequada. Em resposta, o governo deve promover reformas nas instituições físicas, aumentar a frota de ônibus escolares e construir pequenas escolas em vilas e bairros mais afastados para que o acesso seja facilitado. Em questão ao incentivo de permanecer na escola, o governo deve disponibilizar um auxílio em dinheiro para fins pedagógicos a famílias carentes através de créditos medidos pelas notas e propor aulas diferenciadas (como dança, música, artesanato, informática) em todas as escolas para que o aluno sinta-se motivado a permanecer o máximo de tempo possível nas aulas e realize as atividades com prazer.