Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 09/07/2017

A comunidade brasileira enfrenta a precariedade do sistema educacional. Jovens e adolescentes que tem por direito obter o conhecimento, perdem a vontade de estudar por caracterizarem o ensino fundamental/médio como fraco e gradativamente sofrem com condições socioeconômicas, comprometendo o seu futuro diante de uma sociedade dividida por status sociais.

Em primeira análise, é perceptível a falta de investimento que o Governo Federal impõe a infraestrutura escolar e aos professores. Dessa forma, alunos não se beneficiam de conteúdos adequados para o seu aprendizado, ficando diante de aulas repetidas e cansativas, estimulando-os a desistirem de seus estudos por classificarem as aulas como “chatas”. Atitude essa que vai ao encontro do pensamento de Paulo Freire, “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”.

Outrossim, a indigência que muitas famílias sofrem as colocam em uma situação delicada, onde precisam tirar seus filhos da escola para sujeita-lós a trabalhar, por passarem necessidades em casa. O trabalho infantil já atingiu cerca de 2,6 milhões de crianças e adolescentes, de 5 a 17 anos, devido a carga horária alta de trabalho, estudantes não conseguem acompanhar tarefas escolares diárias, e consequentemente faltam ao colégio. Partindo dessa verdade, alunos preferem trabalhar do que se submeterem a carências econômicas em sua parentela.

Portanto, medidas são necessárias para combater o impasse. O Governo Federal em parceria com o MEC (Ministério da Educação), devem redirecionar verbas para escolas públicas e proporcionar materiais didáticos e eficazes para seus alunos. Além disso, o Estado junto com ONG’s, podem organizar eventos beneficentes para famílias carentes, doando alimentos e promovendo aos alunos o seu direito de aprendizagem. Por fim, mensagens de conscientização devem ser transmitidas através da mídia, alertando a sociedade sobre a evasão escolar presente no Brasil.