Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 09/07/2017

Segundo o educador Paulo Freire: “Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo”. Correlacionando a máxima à realidade, revela-se uma discussão pontual sobre o ir a escola e as consequências do seu “não ir” perante o contexto da educação na sociedade.

Por um lado, a evasão escolar no Brasil (processo em que um aluno deixa de frequentar a escola e fica caracterizado o abandono escolar) demonstra déficits em várias áreas da educação, mostrando que a análise do problema deve ser multifatorial, e não analisado unilateralmente.

Ainda nesse contexto, a multifatoriedade abrange outros setores, como por exemplo: a necessidade de trabalho e renda, aspecto importante que foi mencionada por 27,1% dos jovens incluídos na pesquisa da FGV. Muitos adolescentes e jovens entram no mercado de trabalho cedo demais e a vida escolar acaba sendo sacrificada.

Além da já citada, existem também as causas principais como falta de foco, ou dificuldade de acesso, que levam ao alunado à ponderar suas necessidades, retirando o ir ‘a escola’ de suas prioridades, aumentando exponencialmente os índices.

Portanto, para sanar tais questões deve - se ir do básico ao complexo, em prióri, a chamada em sala de aula deve ser fundamental. Além disto, é necessário que por meio do governo e Ministério da Educação, investir em tecnologia, com tablets e computação, além de usá-los para dinamizar aulas correlacionando assuntos com desenhos, cartoons e etc, provocando maior flexibilidade. Também por meio do governo, é de extrema importância investir em Formações Continuadas, para que os professores se capacitem com as tecnologias. Por fim, outro ponto importante é o debate e ouvidoria escolar, problematizar a vivência de cada um e investir no diálogo entre professor e alunado por meio dos diretores e gestores deve-ser proposto como questão crucial para a diminuição da evasão.