Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 09/07/2017
Diversos motivos levam crianças e adolescentes à abandonarem os estudos. Embora a porcentagem de alunos que concluem o ensino médio tenha triplicado nos últimos anos, índices de evasão escolar ainda são alarmantes. Fatores como falta de transporte escolar, falta de interesse ou ainda doenças/dificuldades dos alunos pesam nas estatísticas.
A educação precisa ser prioridade na vidas das famílias, mas é fato que em algumas há a dependência de que o menor contribua para a renda familiar. Diante disso, por que não incentivar o fortalecimento da combinação Escola + Emprego em vez de simplesmente criminalizar sem oferecer opções? O governo incentivaria empresas a oferecerem estágios remunerados para estudantes participativos. A sociedade ganha e a família também.
A escola poderá contribuir oferecendo monitorias e formando grupos de estudos, para que alunos que mais se destacam possam auxiliar outros com mais dificuldades nas matérias. Deste modo manterá por mais tempo o aluno vulnerável nas dependências da escola, diminuirá discrepâncias no nível educacional e motivará o estudante com notas baixas a se recuperar.
A sociedade em geral também tem seu papel no combate à diminuição da evasão escolar. Cabe à ela fiscalizar os transportes públicos escolares e cobrar das Secretarias de Educação Municipal melhorias para atender às necessidades do alunado.
É preciso também haver um projeto à nível nacional de valorização da educação. O governo precisa melhorar condições das instituições de ensino e dos professores, ouvir e atender suas reivindicações. Modernizar instalações, investir em qualificação e na qualidade de vida deles.
O combate à evasão escolar se faz necessário e urgente, e para tal, previsa haver uma associação entre governo, núcleo familiar, empresas e sociedade. As dificuldades poderão ser sanadas através de motivação constante e adequação das diferentes realidades pessoais. Para que, finalmente, aconteçam mudanças concretas.