Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 10/07/2017

Segundo o IBGE, de 2004 até 2014 a porcentagem de jovens que concluíram o ensino médio na idade certa aumentou, passando de 5% para 19%. Entretanto, a quantidade de brasileiros que evadiram a escola nos anos finais do ensino fundamental(6º à 9º ano) ainda é bastante elevada.

O problema está relacionado diretamente à renda familiar do estudante. De acordo com o estudo Aprendizagem em Foco, quanto maior o capital do lar, concomitantemente, maior é o número de alunos que prosseguem os estudos. Isso se deve pelo fato de que uma boa condição financeira implica nas regalias de uma vida na qual filhos não precisam trabalhar para ajudar nas despesas de seu sustento e o acesso facilitado a informação, que evita a gravidez precoce, por exemplo.

A partir disso, surge um conjunto de cidadãos com grande possibilidade de inserção precária no mercado de trabalho, o que, por conseguinte, pode gerar o crescimento do contingente que se sujeita a entrar no mundo do crime.

Tal impasse poderia ser solucionado, portanto, com medidas rígidas de fiscalização das leis que constam no ECA pela Justiça aliada as instituições de ensino, que devem se esforçar ao máximo para evitar o abandono dos colégios pelos alunos e informar ao Conselho Tutelar caso contrário. Ademais, o MEC poderia organizar uma campanha sob o controle de assistentes sociais que promovesse o retorno de alunos nas redes sociais.